Já viu os novos preços? Veja o que aconteceu aos combustíveis
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Os preços dos combustíveis começaram esta semana com uma subida, de acordo com os preços médios atualizados esta terça-feira pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). O aumento foi mais acentuado no caso da gasolina.
O gasóleo simples passou de 2,146 euros por litro para 2,148 euros por litro entre sexta e segunda-feira, ao passo que a gasolina simples 95 disparou de 2,072 euros por litro para 2,11 euros por litro no mesmo período.
Contas feitas, o gasóleo encareceu menos de meio cêntimo e a gasolina ficou 3,8 cêntimos mais cara.
Estes preços médio diários, refira-se, "são apurados com base nos preços comunicados pelos postos de combustível, ponderados com as quantidades vendidas do último período conhecido, incorporando os descontos praticados nos postos de abastecimento como cartões frota e outros".
Crise dos combustíveis? Ministra aponta novidades para Conselho Europeu
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, revelou que na próxima reunião do Conselho Europeu, em outubro, serão tomadas decisões sobre a resposta comunitária à crise dos combustíveis.
"O que nos foi dito é que o Conselho Europeu, em que vai estar o nosso primeiro-ministro, vai ser dedicado a este assunto e que é lá que vão tomar todas essas decisões", disse a governante, em Quarteira, em declarações aos jornalistas sobre a crise dos combustíveis, à margem de uma conferência de imprensa em que anunciou vários investimentos para o Algarve.
A próxima reunião do Conselho Europeu, marcada para 15 e 16 de outubro, terá uma duração de dois dias e inclui uma discussão sobre o próximo orçamento plurianual da UE, que o presidente da instituição, António Costa, quer ver aprovado até final do ano.
Maria da Graça Carvalho apontou as compras conjuntas e a coordenação entre países como exemplos de uma postura mais proativa que Bruxelas deve ter neste momento, aludindo ao que a Comissão Europeia fez na resposta à crise originada pela invasão da Ucrânia.
"Bruxelas tem de ter uma atitude mais proativa. Em 2022, teve uma atitude mais proativa, em vários sentidos, na coordenação das medidas dos estados-membros e em compras conjuntas. (...) Não só nos auxílios, como potenciais compras coletivas, como a coordenar [a resposta] entre os países, porque não coordenar faz com que determinados países possam dar apoios muito maiores a determinados setores industriais", referiu.
Essa desigualdade gera "uma questão de concorrência desleal" para os países com menor capacidade orçamental dentro da União Europeia (UE), sustentou, reforçando o que já tinha defendido na quarta-feira, em Bruxelas, após reuniões com responsáveis da Comissão Europeia.
"A primeira função da Comissão Europeia é defender o seu mercado interno. A primeira política, para mim a mais importante da Europa, é ter um mercado interno a funcionar e a funcionar bem. E, neste caso, estamos, pouco a pouco, a infringir regras do mercado interno, e é preciso que o mercado interno continue a funcionar e a funcionar bem", afirmou a ministra.
Maria da Graça Carvalho reforçou que Bruxelas deve considerar "a diversidade dos países" e revelou que vai por estas questões "por escrito" na resposta à carta enviada na sexta-feira pelo comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, aos ministros da tutela da UE.
O responsável pediu a adoção de medidas para reduzir o consumo de gás e eletricidade "enquanto for necessário", face à pressão dos mercados energéticos e a aproximação do inverno.
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