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Já não há greve no Metro, mas na CP mantém-se: O que precisa de saber

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                    Já não há greve no Metro, mas na CP mantém-se: O que precisa de saber
Já não há greve no Metro, mas na CP mantém-se: O que precisa de saber (Foto: Reprodução)

As greves parciais de quarta e sexta-feira no Metropolitano de Lisboa foram desconvocadas pelos sindicatos, que consideram que a definição de serviços mínimos coloca em causa a segurança de utentes e trabalhadores. Porém, mantém-se uma greve na CP - Comboios de Portugal para o final da semana. 

 

Metro de Lisboa: Sindicatos desconvocaram greves parciais 

As greves parciais de quarta e sexta-feira no Metropolitano de Lisboa foram desconvocadas, após os serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral, pois as organizações sindicais consideram que a decisão coloca em causa a segurança de utentes e trabalhadores. 

"Enviámos uma comunicação, portanto, aos trabalhadores e ao próprio Conselho Económico e Social, onde informamos que as greves de 28 e dia 30 serão desconvocadas", afirmou à Lusa a dirigente sindical Sara Gligó.

Segundo a dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e do STRUP - Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, "o Tribunal Arbitral decidiu pela fixação de serviços mínimos, pela circulação de composições, e nos moldes em que, efetivamente, a empresa solicitou".

Atenção! Mantém-se a greve na CP

Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP vão cumprir a 30 de outubro um dia de greve por melhores condições de trabalho, estando previstas perturbações na circulação de comboios.

"Por motivo de greve convocada, pelo sindicato SFRCI [Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante], para dia 30 de outubro [uma sexta-feira], preveem-se perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e seguinte", informou a CP-Comboios de Portugal num comunicado publicado no seu site.

Contactado pela agência Lusa, Luís Bravo do SFRCI, disse que a greve de 24 horas visa a valorização do trabalho e "dignidade das suas condições de vida", agravada pelo aumento dos combustíveis, habitação, bens alimentares essenciais e a subida dos preços do gás e da eletricidade.

Segundo o Sindicato, "esta realidade tem provocado uma contínua perda do poder de compra e uma degradação das condições de vida das famílias ferroviárias, tornando insuficientes as valorizações salariais alcançadas até ao momento para compensar o aumento generalizado dos encargos suportados pelos trabalhadores".

"O aumento dos combustíveis é particularmente grave para estes trabalhadores devido aos horários de trabalho e por não haver transportes em determinados horários. Os trabalhadores têm de se deslocar em viatura própria. Em alguns sítios têm de pagar também estacionamento", disse à Lusa Luís Bravo.

Perante esta realidade, o Sindicato pede "que a CP e o Governo adotem medidas concretas e eficazes que permitam recuperar o poder de compra perdido, valorizar os trabalhadores ferroviários e garantir condições de vida dignas a quem assegura diariamente o funcionamento de um serviço público essencial ao país".

Os trabalhadores reivindicam a valorização do subsidio de deslocação/transporte ainda durante o ano de 2026, com efeitos retroativos a julho, de forma a compensar o aumento extraordinário dos custos de mobilidade.

Há greve da CP no final do mês (e coincide com a do Metro): Os motivos

Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP vão cumprir greve no dia 30 de outubro por melhores condições de trabalho, com possíveis perturbações na circulação de comboios, segundo a empresa e fonte sindical.

Lusa | 09:46 - 22/10/2026

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