Itália pede libertação de cinco ativistas detidas na Cisjordânia
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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália pediu hoje a "libertação imediata" de cinco ativistas italianas detidas na quarta-feira na Cisjordânia ocupada, enquanto participavam na colheita de azeitonas juntamente com agricultores palestinianos, o que considerou "inaceitável".
"Solicitamos a libertação imediata das cinco mulheres italianas que foram detidas pelo exército israelita. É inaceitável o que aconteceu, elas não estavam a cometer nenhum crime. Esperamos que, nas próximas horas, possam ser enviadas de volta para Itália", afirmou Antonio Tajani.
As cinco ativistas italianas foram detidas pelas Forças de Defesa de Israel na localidade de al-Bweib, situada a sul de Hebron, numa operação durante a qual foram detidas mais de 70 pessoas, entre as quais cerca de meia centena de estrangeiros, por alegadamente não terem solicitado autorização prévia para colher azeitonas nos territórios palestinianos ocupados.
O chefe da diplomacia italiana, que falava à imprensa em Istambul, onde participou hoje numa reunião de oito ministros dos Negócios Estrangeiros de países europeus e do Médio Oriente, criticou também o bloqueio total à Cisjordânia hoje decretado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, após um ataque armado que resultou na morte de dois soldados israelitas.
"Não concordamos", disse.
O ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou que Itália defende "que o povo palestiniano possa finalmente concretizar o seu sonho" de um Estado, "vivendo em paz com Israel, cuja segurança deve ser garantida", e comentou que "não é atacando a população palestiniana, sobretudo as pacíficas aldeias cristãs, que se resolve o problema da segurança de Israel".
"O Hamas deve ser desarmado, a estabilidade deve ser estabelecida em Gaza e os terroristas devem ser neutralizados através do desarmamento total. Isto é crucial. Mas não podemos ignorar a importância de concretizar a criação de um Estado palestiniano", completou.
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