Israel vai rever segurança em voos internacionais depois de caso Flydubai
...
"Netanyahu instruiu o diretor do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, para nomear um responsável para conduzir uma revisão abrangente de todos os aspetos relacionados com a segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel", afirmou o gabinete do primeiro-ministro em comunicado.
O incidente aconteceu na quarta-feira passada, quando os dois pilotos do voo que fazia a rota entre o Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Telavive (Israel) se confrontaram na cabine, o que provocou uma queda do avião de cinco mil metros em menos de 30 segundos, gerando pânico a bordo e levando a alertas de emergência.
Uma investigação posterior feita pelo Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos concluiu que o copiloto tentou atacar o piloto e desviar o avião, iniciando "a execução de um atentado terrorista".
O copiloto, natural de Omã, já havia sido impedido de voar no seu país por suspeitas de comportamentos extremistas.
Segundo avançou a Rádio do Exército ("Galei Tzahal", em hebraico), o Ministério dos Transportes de Israel recebeu alertas de várias agências israelitas indicando deficiências na supervisão dos pilotos estrangeiros que voam para o país.
Citando documentos confidenciais, a rádio adiantou que, em 2025 e 2024 o Ministério foi alertado para a falta de cumprimento das suas responsabilidades em relação à segurança da aviação.
No início da década, em 2021, a supervisão da segurança dos pilotos estrangeiros foi transferida do Shin Bet (serviço de informações internas de Israel) para a Autoridade de Aviação Civil (CAA), que responde perante o Ministério dos Transportes.
Em 2024, referiu a 'Galei Tzahal', o controlador do Estado emitiu um relatório afirmando que o Ministério dos Transportes não estava a cumprir a decisão.
O relatório levou à criação, nesse ano, de uma equipa do Conselho de Segurança Nacional, juntamente com o Ministério dos Transportes, a CAA, o Shin Bet, a Mossad (os serviços secretos israelitas) e o Ministério das Finanças, para rever o sistema de segurança da aviação do país e implementar mudanças.
Após um ano de discussões, o primeiro-ministro determinou que a responsabilidade pelo assunto seria transferida inequivocamente para o Ministério dos Transportes que não tinha recursos para a tarefa mas nunca pediu ajuda ao Shin Bet ou à Mossad.
As diretrizes de segurança israelitas proíbem os pilotos de países com os quais Israel não mantém relações diplomáticas, como Omã, de voar para Israel.
Leia Também: Irão acusa Reino Unido e Israel de operações de "bandeira falsa"