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Israel: Participação dos militares atinge os 68% (mais do que em 2022)

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                    Israel: Participação dos militares atinge os 68% (mais do que em 2022)
Israel: Participação dos militares atinge os 68% (mais do que em 2022) (Foto: Reprodução)

A participação entre os militares israelitas nas eleições legislativas de hoje em Israel atingiu os 68% às 17:00 locais (15:00 em Lisboa), superior aos 65% das eleições de 2022 à mesma hora, segundo o exército israelita.

 

Os militares no ativo e os reservistas em serviço ativo de Israel dispõem de 850 secções de voto especiais distribuídas pelas bases militares e pelas zonas de operações do Exército.

Alguns destes centros são móveis e deslocam-se entre diferentes unidades para facilitar que os soldados possam votar de forma secreta.

No total, cerca de 3.000 militares integram as mesas de voto israelitas.

Segundo a Comissão Eleitoral Central israelita, a taxa de afluência às urnas situava-se nos 66,7% às 18:00 locais, constituindo um aumento substancial em relação aos 57,7% registados no mesmo período nas eleições de 2022.

Já são mais de 4,8 milhões os israelitas que se dirigiram às urnas, que encerram às 22:00, (20:00 em Lisboa), com uma elevada participação em cidades como Telavive, onde já se aproxima dos 59%, ou Jerusalém, cujos números ultrapassam os 55%.

"Alertamos que, tendo em conta estes números, prevemos que a quantidade de envelopes duplos também seja superior ao que pensávamos, pelo que é possível que a contagem se prolongue até quinta-feira à noite ou mesmo até sexta-feira de manhã", explicou o presidente da Comissão Eleitoral Central.

O resultado ainda pode variar devido aos votos expressos nos chamados "envelopes duplos", os de quem não pode votar no seu local de residência, como militares, reclusos e doentes hospitalizados que nas eleições de 2022 rondaram meio milhão.

Estes votos são contados nos dias seguintes ao dia das eleições e, segundo os meios de comunicação social israelitas, podem atingir, nestas eleições, os 650.000.

Tanto o primeiro-ministro israelita e líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, como o seu principal rival, o antigo chefe do Exército Gadi Eisenkot, do partido Yashar!, já votaram, num dia em que mais de 7,3 milhões de israelitas são chamados às urnas.

Nestas eleições, Netanyahu joga a sua permanência no poder após quatro anos marcados pelo ataque do grupo extremista palestiniano Hamas, a 07 de outubro de 2023, frente a um bloco heterogéneo de forças que, liderado por Eisenkot, procura destroná-lo e pôr fim ao governo mais à direita que Israel teve desde a sua criação, em 1948.

As últimas sondagens colocavam o bloco de Netanyahu e o da oposição, liderado por Gadi Eisenkot, longe da maioria absoluta de 61 assentos no parlamento israelita (Knesset), pelo que o apoio dos partidos árabes poderá revelar-se fundamental para a formação do Governo.

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