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Irão reforça alinhamento com potências regionais contra ingerências

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                    Irão reforça alinhamento com potências regionais contra ingerências
Irão reforça alinhamento com potências regionais contra ingerências (Foto: Reprodução)

O Irão classificou como "muito boas" as discussões realizadas hoje, em Teerão, com Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, invocando uma rejeição comum a qualquer "interferência estrangeira" na região.

 

O encontro, cujo comunicado final não refere o alinhamento invocado por Teerão, teve como objetivo discutir meios de evitar um regresso à guerra no Médio Oriente, após uma série de avisos recentes feitos por Israel e pelos Estados Unidos.

A Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão — membros do pacto de defesa conhecido como Pacto de Meca e que também atuam como mediadores regionais no conflito — não comentaram de imediato a reunião, saudada pelo Irão através de Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

"Chegámos a um consenso sobre as seguintes conclusões: a segurança da região (...) deve ser garantida pelos próprios países, e devemos impedir qualquer forma de ingerência estrangeira", declarou Rezaei à televisão iraniana.

A primeira reunião entre o Irão e os países que integram o denominado Pacto de Meca contou com a participação do Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, e do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, em representação do país anfitrião.

A Arábia Saudita esteve representada pelo ministro da Defesa, Khalid bin Salman, o Paquistão pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Asim Munir, e a Turquia pelo diretor dos serviços de informações, Ibrahim Kalin.

Para Riade, representa também a primeira deslocação de um alto responsável àquele país desde o início da guerra lançada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Segundo um comunicado conjunto, os altos responsáveis acordaram prosseguir as conversações para reforçar a cooperação em matéria de segurança, numa tentativa de reduzir as tensões regionais.

O acordo surge numa altura de impasse na guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, em fevereiro passado.

"Os participantes acordaram prosseguir as conversações para reforçar a cooperação entre os quatro países da região, nomeadamente nos domínios da paz e da segurança regionais", refere o documento.

Na ocasião, o Presidente iraniano destacou a importância da cooperação regional, sublinhando que a República Islâmica "está disposta a tomar medidas para aprofundar" essa cooperação.

O objetivo passa por "resolver divergências, aproveitar as capacidades comuns dos países islâmicos e apoiar qualquer entendimento que contribua para reforçar a unidade, a coesão, a segurança e o desenvolvimento da região".

Pezeshkian sublinhou a necessidade de "unidade e coesão do mundo islâmico", criticando os "atos de violência e crimes generalizados" cometidos por Israel e pelos Estados Unidos na região.

"Estas ações não têm qualquer justificação jurídica, humana ou racional e tornam mais evidente do que nunca a necessidade de os países islâmicos adotarem uma abordagem comum para fazer face à agressão e à insegurança", acrescentou.

O Presidente iraniano apelou para que os países islâmicos alcancem "um entendimento comum dos seus objetivos, definam uma visão clara e prossigam a implementação dos acordos com compromisso mútuo", defendendo a necessidade de "obter resultados concretos e gerar uma verdadeira transformação nas relações regionais".

Pezeshkian avisou que Washington e Telavive procuram "criar divisões entre as nações muçulmanas e enfraquecer gradualmente os principais países islâmicos", considerando, por isso, necessário reforçar a cooperação e o apoio mútuos.

Irão e aliados reforçam cooperação em segurança para reduzir tensões

Altos responsáveis do Irão, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão acordaram prosseguir as conversações para reforçar a cooperação em matéria de segurança, numa tentativa de reduzir as tensões regionais, indica um comunicado conjunto.

Lusa | 18:10 - 26/10/2026