Irão oferece-se para "facilitar diálogo" entre Arábia Saudita e Hutis
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Teerão ofereceu-se para "facilitar o diálogo" entre a Arábia Saudita e os Hutis do Iémen, pró-Irão, face à escalada da tensão entre os dois lados, e após ataques contra o aeroporto de Riade.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e da Arábia Saudita, Abbas Araghchi e Faisal bin Farhan Al Saud, respetivamente, mantiveram uma conversa telefónica na noite de domingo "para abordar e trocar pontos de vista sobre os acontecimentos regionais", de acordo com uma mensagem publicada pelo chefe da diplomacia iraniana na plataforma de mensagens Telegram.
"O Irão está preparado para oferecer toda a ajuda necessária para facilitar o diálogo entre a Arábia Saudita e [os Hutis do] Iémen", afirmou Abbas Araghchi, que manifestou preocupação com a tensão crescente e advertiu que "insistir numa abordagem militar, ignorando as soluções políticas, complicaria ainda mais a situação".
A atual escalada entre a Arábia Saudita - que lidera uma coligação militar anti-Hutis, em apoio ao Governo iemenita internacionalmente reconhecido -, e o grupo rebelde eclodiu em meados de julho, quando os insurgentes acusaram Riade de bombardear o aeroporto da capital, Sanaa, para impedir que um avião iraniano aterrasse, embora a ação tenha sido reivindicada pelo Exército iemenita.
O porta-voz militar dos Hutis, Yahya Sarea, afirmou no domingo, também no Telegram, que os rebeldes levaram a cabo uma "operação em três fases" contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, iniciada na sexta-feira à noite, sem especificar em que consistiram as três fases nem que ataques incluíram.
A Arábia Saudita anunciou três ataques contra o aeroporto da capital desde sexta-feira, que causaram mais de 15 mortos no total e centenas de feridos.
Os Hutis, que controlam Sanaa desde 2014, reivindicaram nas últimas semanas vários ataques com drones e mísseis balísticos contra instalações civis e militares sauditas, incluindo aeroportos e infraestruturas energéticas.
Os insurgentes iemenitas não são o único grupo que lançou ataques contra o território da Arábia Saudita nos últimos meses: o maior produtor de petróleo da OPEP também tem sido alvo de vários movimentos armados pró-iranianos que têm visado infraestruturas energéticas e civis do reino árabe.
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