Ioannidis quer vingar no Sporting: "Foi difícil, mas estou de volta"
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Fotis Ioannidis concedeu, esta segunda-feira, uma extensa entrevista ao programa 'Al Inn', emitido pela estação televisiva grega SKAI, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, pelos problemas físicos que o impediram de lutar com Luis Suárez pela titularidade da frente de ataque do Sporting, na passada temporada desportiva de 2025/26.
"Eu estou sempre lá. Tive, apenas um ano difícil, na época passada, é verdade. A lesão colocou-me algumas dificuldades, mas, agora, estou de volta", garantiu o avançado que, recorde-se, chegou ao Estádio José Alvalade há pouco mais de um ano, proveniente do Panathinaikos, a troco de uma verba inicial na ordem dos 22 milhões de euros.
"Neste momento, estou muito feliz, em Portugal, e estou a passar por um grande período. A equipa é realmente ótima. Estou 100% comprometido, porque quero muito jogar pelo Sporting e provar a mim mesmo que também consigo vingar, aqui (...). Já disse que a autoconfiança é tudo, mas não podemos subestimar os adversários", acrescentou.
O internacional helénico explicou que, para singrar de leão ao peito, mudou uma série de hábitos, começando pela saída das redes sociais, por sentir que "estava a perder demasiado tempo na vida", apostando, ao invés, noutras atividades que, acredita acabarão por revelar-se benéficas, com o passar do tempo.
"Eu sou uma pessoa que impõe limites, e não tinha imposto um limite para isto [as redes sociais]. Eu não gostava disso, e conclui que estar lá, neste mundo, não era bom para mim. Eu quis mudar a maneira como penso e vivo, para ver como é que isso iria correr", refletiu o jogador de 26 anos de idade.
"O tempo voa. Eu gosto de fazer coisas novas. Jogo xadrez com o Vagia [Giorgios Vagiannidis], e vamos à luta. Não somos mestres, mas conhecemos os básicos. Também leio um bocado. Comecei a ler [Fiodor] Dostoevsky e textos sobre Sócrates. O ambiente que se vive nas redes sociais é tóxico", prosseguiu.
"Houve tempos em que certas coisas me incomodaram. Lutei contra isso, dentro de mim mesmo, sobre como tirar isso da minha cabeça, e tive sucesso", completou.
A mágoa pelo Mundial e a conversa com... Pavlidis
Nesta entrevista, Fotis Ioannidis confessou que lhe custou ter ficado de fora do último Campeonato do Mundo, depois de a 'sua' Grécia não ter conseguido ir além da terceira posição do Grupo C da fase de apuramento europeias, com sete pontos conquistados ao cabo de seis jornadas, menos seis do que a Escócia e menos quatro do que a Dinamarca.
"Quando vês os outros a jogar, no Mundial, e tu estás a disputar jogos amigáveis, não é bom", referiu. Certo é que, depois deste fracasso, o próprio regressou à principal seleção helénica na máxima força, e deu, inclusive, nas vistas, com um golo e uma assistência, no empate a duas bolas com os Países Baixos.
Uma exibição que lhe valeu a titularidade, no empate sem golos com a Alemanha, onde chegou mesmo a ter nos pés a oportunidade de selar o triunfo, mas desperdiçou. Um momento que, não escondeu, lhe causou alguma mágoa, que foi apenas amparada por uma extensa conversa com... Vangelis Pavlidis, compatriota que atua no Benfica.
Ainda a propósito do nulo com a seleção germânica, o avançado do Sporting revelou um diálogo animado que manteve com o defesa adversário, Malik Thiao, nos instantes finais: "A certa altura, aos 80 minutos, estávamos a falar e ele disse-me 'Basta'. Eu disse-lhe 'Basta', que já não aguentava mais e que ia cair".
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