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Herzog escolhe Eisenkot para formar governo. Netanyahu pede "união"

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                    Herzog escolhe Eisenkot para formar governo. Netanyahu pede
Herzog escolhe Eisenkot para formar governo. Netanyahu pede "união" (Foto: Reprodução)

O presidente israelita, Isaac Herzog, escolheu o líder do bloco da oposição, Gadi Eisenkot, para formar governo, este sábado. O ainda primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, considerou que, com um Executivo apoiado por partidos árabes, "Israel simplesmente não sobreviverá" e apelou à "união nacional".

 

"O presidente Herzog convidou Gadi Eisenkot para a Residência Presidencial, onde lhe será confiada a tarefa de formar o governo amanhã", adiantou o porta-voz do chefe de Estado, num comunicado citado pela Reuters.

Herzog informou tanto Eisenkot como Netanyahu da sua decisão, após ter mantido novas conversações com figuras de todo o espectro político, incluindo os dois opositores.

De acordo com o The Times of Israel, Eisenkot recebeu 67 recomendações para o cargo de primeiro-ministro, enquanto Netanyahu obteve 46, durante as conversações com as delegações partidárias que representavam os 120 novos membros do Knesset [parlamento], na quarta e na quinta-feira.

Significa isto que Eisenkot será incumbido formalmente este domingo, numa cerimónia na Residência Presidencial. Terá, então, 28 dias para formar um governo, sendo que Herzog pode conceder-lhe uma prorrogação de até 14 dias, caso seja necessário.

De notar que a coligação de Netanyahu perdeu a maioria nas eleições, tendo conquistado 53 dos 120 assentos do parlamento. O bloco de quatro partidos liderado por Eisenkot arrecadou 48 assentos, ao passo que os dois partidos árabes, o Ra’am e a Lista Conjunta, obtiveram 19 assentos e apoiam Eisenkot para o cargo de primeiro-ministro.

Antes, Netanyahu apelou ao bloco para que formasse governo com os partidos da sua coligação, tendo considerado que um Executivo formado com os partidos árabes, que descreveu como "apoiantes do terrorismo", destruiria Israel. Contudo, esse governo teria de incluir todos os aliados da sua última coligação, ou seja, as facções ultranacionalistas do Sionismo Religioso e do Otzma Yehudit, bem como os partidos ultraortodoxos, com o Likud.

"Há quem queira empossar apressadamente um governo, já na próxima semana, com apoiantes do terrorismo. Estabelecer um governo no Estado de Israel com aqueles que querem eliminar o Estado de Israel", denunciou, num vídeo divulgado nas redes sociais.

O primeiro-ministro apontou que "um governo dependente de apoiantes do Hamas não lutará contra o Hamas" e não defenderá os soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) que operam em Gaza e no Líbano, e alertou que os distúrbios em vários países europeus poderiam ser replicados em Israel, caso o Executivo seja formado com o apoio dos partidos árabes. "Com um governo como esse, Israel simplesmente não sobreviverá", afirmou.

"Apelo à formação de um governo de unidade nacional que inclua todos os partidos do campo nacional e todos os partidos sionistas que desejam proteger o nosso país, o único Estado do povo judeu. Um governo de unidade nacional eliminará de forma definitiva a ameaça nuclear do Irão, protegerá Israel enquanto Estado judeu e trará união entre nós", disse.

Esta declaração evoca o discurso frequentemente utilizado por responsáveis políticos e comentadores da extrema-direita ocidental, que afirmam, sem fundamento, que algumas regiões da Europa estão sujeitas à lei islâmica devido à presença de populações imigrantes, suscitando acusações de islamofobia.

Benjamin Netanyahu tem multiplicado os ataques aos partidos árabes, que apresenta como "apoiantes do terrorismo" que pretendem "islamizar Israel".

[Notícia atualizada às 21h00]

Eisenkot pede que deixem formar Governo para pôr fim a "ameaça"

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Lusa | 15:51 - 06/11/2026