Habitação: Acampada de Lisboa no Pátio das Quintinhas na quinta-feira
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A 17.ª assembleia popular da Acampada de Lisboa aprovou hoje por maioria marcar presença na quinta-feira no Pátio das Quintinhas, onde 30 famílias receberam ordem de despejo.
A proposta foi a votos na sequência da recente ordem de despejo recebida pelas mais de 100 pessoas que moram no Pátio das Quintinhas, no Beato.
Na sequência de um processo executivo da empresa AC Rodrigues, Construções e Investimentos S.A., o prédio foi vendido e àquelas 30 famílias foram dados agora 10 dias para sair das suas habitações.
A ida ao Pátio das Quintinhas fica dependente da aceitação por parte dos moradores.
Durante a apresentação da proposta ouviram-se apupos ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas (PSD), que tinha prometido uma solução para aqueles moradores.
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário
Na madrugada de domingo, a PSP voltou a dispersar as acampadas pelo direito à habitação no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, retirando cerca de 100 tendas.
A intervenção culminou em cargas policiais e arremesso de objetos, provocando mais de duas dezenas de feridos entre manifestantes e polícias.
A atuação policial motivou um pedido de esclarecimentos do Presidente da República, António José Seguro, ao Governo e à Provedora de Justiça, e o anúncio de uma queixa-crime, por parte de um advogado, por abuso de poder contra o ministro da Administração Interna e o diretor da PSP.
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