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Guitarras ao Alto regressa ao Alentejo com concertos em dezembro

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                    Guitarras ao Alto regressa ao Alentejo com concertos em dezembro
Guitarras ao Alto regressa ao Alentejo com concertos em dezembro (Foto: Reprodução)

O festival Guitarras ao Alto regressa este ano ao Alentejo, para uma edição especial no Crato em dezembro, que inclui concertos de Miramar, Calcutá, Mais Alto! e Mano a Mano com a Filarmónica do Crato, foi hoje anunciado.

 

"Depois de cinco edições que marcaram a paisagem musical alentejana entre 2014 e 2019, e de uma programação de sucesso em Setúbal desde 2024, o Guitarras ao Alto volta ao Alentejo. A edição especial de 2026 decorre no Crato, entre 11 e 13 de dezembro", refere a organização, num comunicado hoje divulgado.

Os concertos acontecem em quatro espaços "de grande valor patrimonial": Mosteiro de Flor da Rosa, Centro Cultural de Gáfete, Igreja Matriz e Igreja de Santo António.

O festival abre em 11 de dezembro com a dupla Miramar, que junta os guitarristas Frankie Chavez e Peixe. A organização do Guitarras ao Alto recorda que o projeto nasceu na edição de 2017 do festival, que desafiou guitarristas a formar novos duos.

"Nove anos e três discos depois, regressam ao Alentejo com 'Miramar III', o mais recente capítulo de uma história contada a dois. Se o primeiro álbum era um diário de viagem e o segundo um laboratório de lugares, este é um disco de memórias, que cruza guitarra acústica, elétrica e portuguesa numa música cinematográfica e contemplativa", refere a organização do festival.

Em 12 de dezembro, sobe a palco Calcutá, projeto da compositora, multi-instrumentista e artista sonora Teresa Castro.

O álbum de estreia de Calcutá, "Soon After Dawn", editado em janeiro, é feito de "paisagens emocionais", com um som que gravita entre 'folk', 'ambient', 'drone' e "algum experimentalismo", contou à Lusa.

O projeto Calcutá, que Teresa Castro iniciou em 2015 com a 'demo' "Love Path Again", parte de uma necessidade que a cantora tem de tocar música e de criar um espaço emocional para si própria, disse em entrevista à Lusa, em janeiro.

Segundo a organização do Guitarras ao Alto, ao vivo, com Luís Barros (bateria e percussão) e Maria Amaro (contrabaixo, voz e teclado), Calcutá "oferece uma atuação hipnótica e densa".

Também em 12 de dezembro é apresentado o espetáculo do projeto Mais Alto!, de Francisca Cortesão, Afonso Cabral, Inês Sousa e Sérgio Nascimento.

O projeto, criado em 2019 a convite do Teatro LU.CA e apresentado depois por todo o país, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, chega ao Crato "com uma proposta especial".

Antes do concerto, irão realizar-se oficinas de escrita de canções com crianças e jovens das escolas do concelho e com seniores de lares e centros de dia. O resultado das oficinas será apresentado no concerto.

O Guitarras ao Alto encerra com Mano a Mano, dupla composta pelos guitarristas, e irmãos, André e Bruno Santos, num concerto com a Filarmónica do Crato.

Com vários álbuns editados, a dupla irá apresentar no festival "O disco de Natal", editado em 2020, um álbum feito de "clássicos inevitáveis", duas canções tradicionais madeirenses e um inédito.

Ao álbum é composto por 12 temas, incluindo clássicos como "Jingle Bells" e "Silent Night", duas músicas "emblemáticas do repertório tradicional madeirense, 'Virgem do Parto' e 'Meu Menino Jesus'", e um inédito, "Blues para o Pai Natal", criado por Bruno Santos, no qual os dois músicos tocam "em instrumentos tradicionais madeirenses, no rajão", contaram em entrevista à Lusa em 2020.

A organização do festival recorda que o Guitarras ao Alto, criado em 2014, "celebra a guitarra contemporânea como instrumento de criação", promovendo "a música de autor e novas sonoridades, em espaços com história e numa ligação próxima ao território, ao património e às tradições locais".

Entre 2014 e 2019 o festival aconteceu no Alentejo, em 2020 teve uma edição digital, com atuações e conversas com músicos. Desde 2024, o Guitarras ao Alto apresenta uma temporada regular no 'rooftop' do Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal.