Gás lacrimogéneo e pirotecnia causam caos no parlamento da Albânia
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A oposição albanesa, representada pelo ex-presidente eurocético Sali Berisha, invadiu hoje o parlamento com dispositivos pirotécnicos ('flares') e gás lacrimogéneo, quando se votava uma lei de reforma do Banco da Albânia para agilizar a adoção do euro.
Berisha declarou que a ação visava não só interromper a votação do projeto-lei — que acabou por ser aprovado —, mas também criticar o Governo do primeiro-ministro Edi Rama pela gestão da grave crise desencadeada pelos protestos estudantis contra a sua governação, bem como outras questões polémicas, como um projeto de infraestruturas que conta com a participação de Jared Kushner, genro do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Estes deputados são criminosos e merecem gás lacrimogéneo, balas de borracha, crânios fraturados e ossos partidos — os jovens, não", gritou Berisha, líder do Partido Democrático da Albânia, no meio do caos e na presença do chefe do Governo albanês.
Quatro dos seus deputados acabaram por ser expulsos durante o tumulto, enquanto outros membros da bancada aproveitavam a ocasião para exibir fotos de manifestantes agredidos pela polícia, noticiou o jornal Shqiptarja.
Por entre confrontos e fumo, o novo projeto-lei sobre o Banco Central albanês, juntamente com outras propostas e resoluções que constavam da ordem de trabalhos, foi aprovado por 84 votos na Assembleia, onde o Partido Socialista, de Edi Rama, detém uma larga maioria.