Flávio celebra "maioria esmagadora" da direita no Congresso
...
"O país se manifestou nas urnas pela mudança e pelo futuro! Não apenas na Presidência da República, mas também no Senado e na Câmara dos Deputados. A maioria esmagadora que fizemos no Congresso trará de volta a segurança jurídica que o país tanto precisa para crescer", escreveu Flávio Bolsonaro.
O senador, candidato do Partido Liberal (PL), obteve uma vantagem de quase dois pontos percentuais sobre o atual chefe de Estado, o progressista Luiz Inácio Lula da Silva (45,16%). Ambos disputarão a Presidência na segunda volta, em 25 de outubro.
O resultado de Flávio Bolsonaro, que nenhuma sondagem antecipou, refletiu-se também nas eleições legislativas.
Falando na terceira pessoa, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, frisou ainda nas redes sociais que "o Legislativo federal está configurado para um Presidente como Flávio Bolsonaro!"
O vencedor da primeira volta das eleições presidenciais brasileiras prometeu ainda que, caso se torne Presidente do Brasil, vai trabalhar "acima de qualquer questão partidária" e colaborar com os novos governadores e prefeitos eleitos para "o combate efetivo ao narcoterrorismo".
O PL, liderado por Jair Bolsonaro, que cumpre em prisão domiciliária uma longa pena de prisão por tentativa de golpe de Estado, saiu reforçado e será a maior força no Senado, com 28 dos 81 lugares.
Um desses lugares será ocupado por Michelle Bolsonaro, mulher de Jair, e outro por Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio.
Muito atrás ficaram o Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula, com nove senadores, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de centro-direita, com oito.
Desta forma, o PL tornar-se-á, a partir de fevereiro de 2027, quando começa a próxima legislatura, o maior grupo parlamentar de um partido no Senado desde a promulgação da Constituição de 1988.
O Senado ganhou relevância nesta campanha eleitoral, uma vez que Flávio Bolsonaro tem defendido a destituição de vários juízes do Supremo Tribunal Federal que considera inimigos da sua família, para a qual necessita do apoio de dois terços dos senadores.
O cenário na Câmara dos Deputados é semelhante. Segundo uma projeção oficial, o PL será o maior grupo parlamentar na câmara baixa, com 121 dos 513 deputados, mais 24 do que nas eleições de 2022.
O PT, em coligação com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV), deverá somar 88 deputados, mais seis do que há quatro anos.
Leia Também: Petistas desanimados esperam algo "extraordinário" para derrotar Flávio