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Festejos e buzinas por Lula fecham dia de manifestação no Porto

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                    Festejos e buzinas por Lula fecham dia de manifestação no Porto
Festejos e buzinas por Lula fecham dia de manifestação no Porto (Foto: Reprodução)

Festejos e buzinas pela reeleição de Lula da Silva como presidente do Brasil pontuaram hoje os últimos momentos de mais um dia de manifestação na Praça D. João I, no Porto.

 

No local da Acampada, que arrancou a 10 de outubro, fez-se a festa assim que foi anunciada a vitória.

Muitos festejaram, abraçaram-se e entoaram gritos por Lula, e várias pessoas convidavam outras a "fazer o L" com a mão.

Vários carros passaram pelo local a buzinar, celebrados pelos manifestantes na praça, que permanece tranquila.

Pela 01:00, e sem tendas montadas, incluindo a cantina popular que ali funcionou durante várias horas, permaneciam no local apenas algumas dezenas de pessoas, que conversavam.

No local não havia presença visível das forças policiais.

Luiz Inácio Lula da Silva foi hoje reeleito na segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, com 51,75% dos votos, para o quarto mandato como chefe de Estado, e fez história como o primeiro candidato a vencer depois de ter perdido na primeira volta.

Lula da Silva conseguiu 63.388.523 votos, contra os 59.099.143 de Flávio Bolsonaro, quando estão contabilizadas 98,76% das secções de voto.

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), de esquerda, e antigo sindicalista, é reeleito aos 80 anos, tendo conseguido inverter a desvantagem da primeira volta de mais de dois milhões de votos.

A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 31 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial, pedindo esclarecimentos ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro. O PSD, partido do Governo, e o Chega defenderam a atuação da polícia.

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