Farioli rejeita crise: "Há 15 meses, o FC Porto perdia com o Inter Miami"
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Ao cabo de três jornadas, o FC Porto continua sem somar um único ponto, na fase de liga da Liga dos Campeões, e, esta terça-feira, na conferência de imprensa que se seguiu à mais recente derrota, perante o PSV, em pleno Estádio do Dragão, por 0-1, Francesco Farioli assumiu que o cenário está longe de ser o melhor.
"A análise desta noite é bastante simples. Tivemos dois momentos, no início do jogo, em que poderíamos ter feito o 1-0. Depois disso, tivemos um jogo de duelos e de campo aberto contra uma equipa muito móvel e que, naturalmente, pode criar problemas. Na primeira parte, sentimos muitas dificuldades", começou por afirmar.
"No entanto, também tivemos momentos em que recuperámos a bola e, estando o adversário muito exposto, poderíamos ter marcado. Faz parte do jogo, mas não conseguimos concretizar. Na segunda parte, a dinâmica mudou completamente. Criámos o suficiente, em meu entender, para justificar um resultado diferente", prosseguiu.
"Contudo, é a terceira vez, após um jogo da Liga dos Campeões, que digo que merecíamos mais do que zero pontos. Isso é algo que nos frustra a todos. O empenho esteve lá, mas a qualidade talvez não tenha sido a necessária. Sabemos que esta Liga dos Campeões é uma realidade totalmente diferente da Liga Europa", completou.
Ainda assim, o treinador italiano recordou que há "dois anos" que os azuis e brancos não estavam na prova milionária: "Se acreditamos que em 15 meses conseguiríamos fechar todo o nosso percurso de evolução e progressão, penso que estamos um pouco longe da realidade. Há 15 meses, a equipa regressava dos EUA após perder contra o Inter Miami e empatar contra uma equipa egípcia, por isso, temos de ser coerentes em relação ao processo em que nos encontramos".
"É muito interessante falar em crise numa equipa que está em primeiro lugar no campeonato"
Francesco Farioli recusou, ainda assim, de forma taxativa a ideia de que os dragões estejam em crise: "É muito interessante falar em crise numa equipa que está em primeiro lugar no campeonato, com oito vitórias em oito jogos e um Clássico ganho há poucas semanas. É uma forma muito peculiar de formular a pergunta".
"Diria que queremos mais. Numa avaliação mais fria, é fácil imaginar que merecíamos ter, pelo menos, mais um par de pontos. Sem querer ser demasiado otimista, mais dois pontos estariam perfeitamente ao nosso alcance. Como não os conquistámos, há responsabilidades a assumir", refletiu.
"Enquanto responsável, sei que há coisas que precisamos de fazer melhor. Mas, tal como disse antes, demos um salto enorme em termos de exigência nos últimos 15 meses. Acreditar que se consegue anular a distância para o topo da Europa em apenas 15 meses é um pensamento excessivamente otimista", acrescentou.
Afinal, por que sofre tanto o FC Porto?
Feitas as contas, este foi já o sétimo jogo consecutivo em que o FC Porto sofreu golos, a pior sequência desde a chegada de Francesco Farioli ao clube. Desafiado a explicar este fenómeno, o técnico apontou "diferentes razões": "Uma delas prende-se com a qualidade dos adversários, dado que o nível é mais elevado e é normal enfrentar dificuldades".
"Por outro lado, houve momentos no jogo em que sofremos golos em cenários que poderíamos ter evitado. Estamos longe de ser perfeitos e temos aspetos a trabalhar", concluiu, perante os jornalistas, após os assobios de que a equipa foi alvo por parte dos próprios adeptos.
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