Estatueta romana de museu de Castelo Branco alvo de salvaguarda
...
A estatueta romana de madeira da Igaedis, classificada como tesouro nacional e conservada no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, vai receber o apoio do programa ProMuseus para a sua salvaguarda, investigação e difusão.
O financiamento do ProMuseus, programa de apoio financeiro dirigido à Rede Portuguesa de Museus (RPM), destina-se ao projeto "Ligneolus togatus - A Estatueta Romana de Madeira da Igaedis (Idanha-a-Velha): Um Tesouro Nacional no Museu Francisco Tavares Proença Júnior (Castelo Branco) - Parceria Interinstitucional com Vista ao seu Reconhecimento, Estudo e Divulgação".
A estatueta romana em madeira datada dos séculos I-II d.C é proveniente da antiga civitas Igaedis (Idanha-a-Velha) e encontra-se classificada como Bem de Interesse Nacional / Tesouro Nacional, ao abrigo da legislação em vigor.
Trata-se de um bem cultural excecional e único no património arqueológico português, de elevadíssima raridade no contexto da Lusitânia e da Hispânia romana, destacando-se de forma singular pelo seu notável estado de preservação em material orgânico.
Segundo a Câmara de Castelo Branco, que tutela o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, o financiamento agora assegurado surge de uma candidatura submetida ao eixo de parcerias por aquele equipamento cultural.
A execução do projeto assenta numa rede de cooperação constituída pelo Museu Nacional de Arqueologia, Museu Nacional de Conímbriga e Laboratório José de Figueiredo (instituições da Museus e Monumentos de Portugal, EPE), pelo Instituto Arqueológico Alemão e pela UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.
"Esta parceria garante a pluralidade de discursos e o rigor científico, tal como promove a capacitação técnica do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, membro da Rede Portuguesa de Museus".
O plano de trabalho sobre a estatueta romana de madeira abrange diversas ações programadas de inovação museológica, incluindo o estudo científico e laboratorial da peça mediante análises materiais, enquadramento arqueológico e interpretação iconográfica.
"Estão também previstas a definição e aplicação de estratégias especializadas de conservação e restauro de material orgânico, a realização de ilustração científica, a digitalização tridimensional (3D) com execução de uma réplica, bem como a conceção de uma proposta museográfica didática, inclusiva e acessível a diversos públicos".
O município de Castelo Branco sublinhou ainda que o projeto evoca e homenageia igualmente o legado científico do arqueólogo D. Fernando de Almeida, antigo diretor do Museu Francisco Tavares Proença Júnior e do Museu Nacional de Arqueologia.
Como ponto alto da cooperação internacional prevista nesta iniciativa, irá realizar-se em setembro de 2027 um colóquio científico, ao qual se seguirá a publicação das respetivas atas.
Leia Também: Criminalidade aumenta em Castelo Branco. PSP e GNR registam subida