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Estado reforça na REN sem dizer o que pagou: Já terá gastado 537 milhões

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                    Estado reforça na REN sem dizer o que pagou: Já terá gastado 537 milhões
Estado reforça na REN sem dizer o que pagou: Já terá gastado 537 milhões (Foto: Reprodução)

O Governo anunciou, no final da semana passada, que vai reforçar a posição do Estado na REN para 19%, com a compra, através da Parpública, de uma participação de 5,32% detida pela Fidelidade. Os valores oficiais do negócio não foram divulgados, mas o jornal ECO calcula que o Estado já terá gastado até 537 milhões de euros no negócio total.

 

Governo reforçou na REN, sem divulgar quanto pagou

O reforço, que está ainda sujeito ao visto do Tribunal de Contas, acontece depois de o Estado ter adquirido 13,7% da REN à Pontegadea Inversiones, sociedade de investimento de Amancio Ortega, fundador da Inditex, dona da Zara.

Em comunicado divulgado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a gestora das redes nacionais informou ter recebido uma comunicação da Fidelidade dando conta da celebração, na mesma data, de um contrato com a Parpública para a transmissão de 35.496.424 ações, representativas de cerca de 5,32% do capital social da empresa.

A quase totalidade da participação a vender é detida diretamente pela Fidelidade, com 35.176.796 ações, sendo as restantes detidas pelas suas participadas Via Directa, Fidelidade Re, Multicare e Fidelidade Assistência.

O valor desta operação não foi divulgado, à semelhança do que aconteceu inicialmente quando foi anunciada a compra da participação do dono da Zara. Porém, a documentação remetida ao Tribunal de Contas revelou posteriormente que o Estado pagou 389,8 milhões de euros pelos 13,7% da REN detidos pela Pontegadea, a um preço de 4,25 euros por ação.

Ora, segundo os cálculos do ECO, que têm por base a teoria apresentada pelo ministro e o prémio de 15% sobre preço médio ponderado pelo volume, o custo total dos 19% da REN ascenderá a 537 milhões de euros.

Governo diz que objetivo na REN está "concluído"

Após o negócio, o Ministério das Finanças destacou, em comunicado, que no "sentido de alcançar o objetivo definido pelo Governo, a Parpública deu continuidade ao processo de aquisição, tendo negociado e alcançado um acordo com o Grupo Fidelidade para a aquisição da totalidade da sua participação no capital da REN, correspondente a 5,3%, elevando, assim, a participação do Estado para 19%".

Assim, nesta fase, "o Governo entende que o objetivo de participação na REN encontra-se concluído".

A tutela lembrou que "o Governo mandatou a Parpública para proceder à aquisição de até 20% do capital da REN", tendo, em setembro, concluído "a aquisição à Pontegadea Inversiones, da totalidade da sua participação, correspondente a 13,7% do capital da REN".

Estado chega aos 19% da REN e Governo dá objetivo por concluído

O Governo anunciou que concluiu o objetivo de participação do Estado no capital da REN, após acordo com a Fidelidade para a aquisição de 5,3% da empresa, elevando a participação estatal para 19%.

Lusa | 20:28 - 09/10/2026

A compra à Fidelidade surge no âmbito da operação através da qual o Governo incumbiu a Parpública de adquirir até 20% do capital da REN, tendo a aquisição dos 13,7% à Pontegadea sido definida como uma "primeira fase", segundo documentação remetida ao Tribunal de Contas no âmbito do processo de fiscalização prévia daquela aquisição.

O Tribunal de Contas deu visto à compra da participação da Pontegadea em 31 de agosto, tendo a operação sido concluída em setembro.

Com a conclusão da compra à Fidelidade, o Estado passará a deter cerca de 19% da REN, mantendo-se como segundo maior acionista, atrás da State Grid Corporation of China, que detém 25%. Entre os restantes acionistas com participações relevantes encontram-se as espanholas Corporación Masaveu e Redeia, ambas com cerca de 5%.

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