Eisenkot apela a israelitas para acabarem com "pior governo da história"
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O centrista Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas eleições legislativas, apelou hoje aos eleitores para retirarem do poder "o pior governo" da história de Israel.
O opositor e líder do Yashar!, Gadi Eisenkot, votou ao lado da mulher, Hana, na cidade de Herzliya, a norte de Telavive, de onde encorajou todos os israelitas a exercerem o seu direito de voto para destituir Netanyahu.
"Peço a todos que saiam, que votem, que cumpram o vosso dever cívico; só uma vitória ampla e significativa sobre o Likud mandará Netanyahu para casa. E peço a todos que o façam", afirmou Eisenkot numa mensagem à saída das urnas.
"Peço a todos os cidadãos israelitas que vão votar, que não se deixem desanimar pelo calor ou por incómodos, e que tenham em mente o objetivo: substituir, ainda hoje, o pior governo que Israel já teve desde a criação do Estado", declarou o antigo general à saída da assembleia de voto.
Hoje de manhã, o partido de Eisenkot, favorito nas sondagens, denunciou uma "manipulação deliberada" dos boletins de voto e anunciou que vai apresentar uma queixa formal à Comissão Eleitoral.
"Nas últimas horas, foram recebidos relatos sobre a manipulação deliberada, o roubo, a inversão e a retirada de boletins de voto do Yashar! em locais de voto por todo o país", informou o partido.
Entretanto, a Comissão Eleitoral Central (CEC) de Israel já reagiu, descartando a existência de quaisquer irregularidades.
"Ao contrário do que sugerem as informações que circulam, não há, neste momento, qualquer indício ou prova que aponte para irregularidades no âmbito das eleições", pronunciou-se a comissão em comunicado, afirmando que os casos estão a ser analisados um a um de forma "imediata"
Até ao momento, a afluência às urnas é a mais elevada desde 1977, de acordo com os dados divulgados às 12:00 locais (10:00 em Lisboa) pela Comissão Eleitoral Central de Israel, com 31,5 % do eleitorado a ter exercido o seu direito de voto, mais três pontos percentuais do que nas eleições de 2022.
Israel realiza hoje as eleições legislativas decisivas para o futuro político de Netanyahu.
Mais de 7,3 milhões de israelitas são chamados às urnas para eleger os 120 deputados do Knesset (Parlamento).
As assembleias de voto encerram às 22h00 (20h00 em Lisboa), altura em que as estações de televisão devem divulgar as primeiras sondagens à boca das urnas.
Segundo as sondagens efetuadas durante a campanha eleitoral, a vitória – por uma curta margem – pode ser alcançada por Eisenkot.