"É fascismo. Não posso expressar com mais ênfase a gravidade"
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Depois da carga policial que causou vários feridos na madrugada de domingo perante as manifestações pela habitação, em Lisboa e no Porto, com várias pessoas feridas e detidas, Miguel Raposo gravou um vídeo "de repúdio à violência política contra quem se manifesta pacificamente".
"Este é um vídeo de repúdio à violência política exercida pelo Estado. Quero denunciar as cargas policiais em Lisboa, no Porto, como uma demonstração de autoritarismo. Quero criticar o uso de força para proteger os interesses do poder económico, bem como a estratégia do governo do Montenegro, de intensificar o conflito social para desviar as atenções das crises que ele próprio enfrenta, recorrendo à violência e à imposição da autoridade para se manter no poder", disse o filho mais velho de José Raposo.
"Uma democracia deve garantir que as pessoas possam expressar o seu descontentamento sem medo de serem agredidas ou reprimidas. E quando a violência é usada para impor autoridade e proteger os interesses políticos e económicos, estamos perante uma ameaça às liberdades e aos direitos de todos nós. Quebrar a ponte para o diálogo com quem se manifesta desta forma, pacífica, violentar em vez de conversar, é fascismo. É fascismo. Eu não posso expressar com mais ênfase a gravidade de tudo isto", frisou, por fim, o ator.
Por sua vez, o irmão mais novo, Ricardo Raposo, também publicou dois vídeos nas stories da sua página de Instagram a reagir a ação da polícia perante os manifestantes.
"Resta-me só a dizer que, neste momento, o governo está a praticar fascismo para com o povo. O que as forças policiais fizeram, e têm estado a fazer, e fizeram uma vez mais, é repressão, vai contra os direitos da democracia e da liberdade. Portanto, estamos a entrar no fascismo, não estamos a caminhar. Estamos a entrar em tempos muito, muito conturbados. E eu condeno", disse de início Ricardo Raposo.
"Neste momento, uma opinião sobre o que se está a passar já não é uma singela opinião. Vai determinar se essa pessoa é fascista ou não. Estejamos atentos, unidos, pacíficos e refutáveis", completou o ator. Veja ambos os vídeo na galeria.
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De lembrar que várias caras conhecidas recorreram às suas páginas nas redes sociais, no domingo, para falarem publicamente sobre o resultado das manifestações pela habitação no fim de semana.
A violência praticada pelas autoridades gerou uma onda de reações, entre elas a de Nuno Markl, Rita Ferro Rodrigues, Luís Borges, Ana Moura - que esteve presente nas manifestações - e muitos outros rostos conhecidos.