Dormimos no melhor hotel boutique de Portugal. É um palácio em Tavira
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O caminho até Tavira é longo - três horas se for por autoestrada, quatro se optar pela nacional - mas, no final de contas, vale muito a pena. Esta pequena cidade na costa algarvia, junto ao rio Gilão, é sinónimo de descanso e contacto com o mar, sobretudo para quem quer fugir à confusão de outras zonas, como Vilamoura ou Albufeira.
No centro histórico da cidade, mesmo ao pé da igreja, poderá encontrar o Palácio de Tavira. Ganhou a distinção de Melhor Hotel Boutique Portugal Travel Awards by Publituris 2026, tendo esta sido a desculpa perfeita para o Lifestyle ao Minuto visitar o local no âmbito da rubrica Dormir com História.
Este edifício, que pertenceu à família Tavares entre os séculos XVIII e XIX, foi em tempos uma das grandes casas nobres de Tavira. Sendo o centro da vida aristocrática, eram lá celebradas receções, feitos debates políticos e encontros entre as pessoas mais influentes da cidade.
Assim que entrámos, de imediato fomos invadidos por uma sensação de conforto e calma. "O edifício fala em voz baixa", realça no website e, de facto, esta é a melhor definição do mesmo. O branco é a cor predominante, sendo que cada divisão prima pela sombra, silêncio e serenidade.
A porta do quarto em que ficámos tinha a saída para a rua, como se se tratasse de um espaço de uma pequena vila familiar e acolhedora. Havia um convidativo conjunto de cadeiras e mesas, onde podíamos sentar-nos e aproveitar o local.
Tendo sido o edifício restaurado, foi preservado o que mais importa, como, por exemplo, as escadas logo à entrada. Foi alcançado o equilíbrio perfeito entre a história do palácio e a modernidade que o recebeu.
O Palácio de Tavira também dispõe de um spa com inúmeras opções de massagens. Tivemos a oportunidade de fazer a Massagem Relaxante tradicional e não poderíamos recomendar mais. Demorou 60 minutos, mas parece que foram cinco. A massagista, de nome Nayara (era tão boa que fazemos questão de destacá-la), tem o poder de deixar qualquer pessoa “como nova”, acabando com os chatos “nós” nas costas e todas as coisas que se vão acumulando com o tempo e stress.
O hotel dispõe ainda de um bar, com várias opções de bebidas e petiscos, um jardim central ideal para ler ou conversar e, no terraço, uma piscina que, não sendo para mergulhar, é perfeita para refrescar e relaxar.
Claro que não podia faltar o restaurante e é dele que vamos passar a falar.
Mirsal Restaurante: O que comemos no Palácio de Tavira?
Uma das tarefas mais difíceis que tivemos foi escolher as entradas que queríamos experimentar, todas pareciam ótimas. Optámos pela tempura de bacalhau, ali oli de coentros e tomate e pelo húmus de feijão branco, caviar de beringela ao miso e citrinos, uma opção vegan. Adorámos os dois, contudo, o nosso coração foi conquistado pelos sabores únicos do húmus, que se complementavam de forma perfeita. Sem dúvida, recomendaríamos isto.
Tempura de bacalhau, ali oli de coentros e tomate© Mariline Rodrigues
Estando no sul do país, um dos pratos principais teria de ser peixe. O filete de robalo, estufado de ervilhas, alho francês e beure blanc de berbig estava no ponto. Suculento e cheio de sabor, foi a nossa escolha de eleição.
Ainda assim, para os amantes de carne, também há uma escolha quase obrigatória: o magret de pato, endívia glaceada e jus de foie gras, um prato rico, de sabores intensos, para os dias em que apetece colocar o paladar a trabalhar.
Para terminar a refeição em beleza, nada melhor do que uma sobremesa. Se não resiste a chocolate, recomendamos o chocolate 70%, praliné de avelã e laranja, uma das sobremesas com mais saída, conforme nos revelou uma das empregadas do restaurante.
Ainda assim, o que mais gostámos foi o tiramisú de alfarroba, café e gel de sidra. O gelado de sabor a café era di-vi-nal.
Para quem recomendaríamos o Palácio de Tavira?
Este hotel é ideal para uma escapadinha mais prolongada de fim de semana e dizemos prolongada porque o caminho até lá ainda é longo, então, valerá a pena mais uma noite para compensar o tempo (e o combustível, claro).
Adapta-se tanto a uns dias em casal, como em amigos, uma vez que os quartos proporcionam a privacidade desejada nestas ocasiões. O duche é fechado e a porta opaca, pelo que dá para tomar banho à vontade, mesmo com a porta da casa de banho aberta.
Para ir à praia, a ilha de Tavira, é preciso apanhar um ferry. É acessível, à volta de dois euros (ida e volta), mas só aceitam pagamento em dinheiro, por isso, vá prevenido.
Há vários restaurantes e gelatarias na zona, para todas as carteiras. A cidade é pequena, pelo que dá para conhecer bastante bem com um passeio a pé. Se estiver bom tempo, aproveite para comer um gelado na praça principal.
Não deixe de experimentar o peixe grelhado e, caso lhe apeteça ver umas lojas, poderá passar pelo Plaza Tavira, um pequeno centro comercial no qual poderá fazer umas compras.
O passeio à beira do rio Gilão, assim como fotografias na ponta ao pôr do sol são obrigatórias. Vão fazer sucesso no Instagram!