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De Inácio a CR7. Quem passou e quem chumbou nos primeiros testes de JJ?

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                    De Inácio a CR7. Quem passou e quem chumbou nos primeiros testes de JJ?
De Inácio a CR7. Quem passou e quem chumbou nos primeiros testes de JJ? (Foto: Reprodução)

Quatro jogos, quatro vitórias, nove golos marcados, quatro sofridos e apuramento garantido para os quartos de final da Liga das Nações. Jorge Jesus dificilmente poderia imaginar um arranque melhor na qualidade de selecionador nacional... ainda que, certamente, tivesse preferido evitar a polémica instalada em torno de Cristiano Ronaldo.

 

O avançado do Al Nassr, recorde-se, foi aposta a titular no duelo da jornada inaugural da fase de grupos, que culminou numa vitória sobre País de Gales, por 1-0. Passou para o banco de suplentes, no primeiro triunfo sobre a Noruega, por 1-2, e abandonou o estágio de seguida, assistindo à distância à maneira como os companheiros de equipa bateram Dinamarca e Noruega, por 2-4 e 2-1, respetivamente.

Um caso que 'roubou' grande parte das atenções, na equipa das quinas, ao longo da última semana, mas que nem por isso afetou aquilo que se passou dentro das quatro linhas, como comprovam os resultados. Pelo meio, houve quem se destacasse, quem comprovasse as credenciais... e quem ficou com a sensação de que poderá não ter vida fácil.

Com isso em vista, o Desporto ao Minuto avalia, um a um, a prestação de todos os 25 jogadores convocados por Jorge Jesus para aquela que foi a primeira pausa para compromissos internacionais da nova temporada desportiva de 2026/27.

Baliza só tem um nome

Sem grande surpresa, Diogo Costa ocupou a baliza de Portugal, nestes quatro jogos, não dando a mínima hipótese a Rui Silva e Samuel Soares. O guarda-redes do FC Porto já foi mais feliz (ficou, por exemplo, a sensação de que deveria ter feito melhor no golo de Erling Haaland, na Noruega), mas dificilmente alguém lhe fará 'cócegas', num futuro próximo.

Quarteto defensivo está encontrado

Tal como a baliza, também a defesa se manteve inalterada, no arranque da fase de grupos da Liga das Nações, tendo Jorge Jesus apostado na segurança defensiva dada por Rúben Dias e Renato Veiga, em contraste com a ousadia ofensiva que oferecem João Cancelo (que marcou dois golos) e Nuno Mendes (que deu outros dois a marcar).

O quarteto defensivo predileto do selecionador nacional está mais do que identificado, pelo que se perspetiva vida complicada para Gonçalo Inácio (que não chegou, sequer, a jogar), Tomás Araújo, Diogo Dalot (que somaram apenas um minuto em campo) e Nuno Tavares (que foi lançado por duas vezes, numa ótica de gestão física de Nuno Mendes).

Dupla bicampeã europeia desfeita

O meio-campo parece ser o setor que vai oferecendo mais dúvidas a Jorge Jesus. Ainda assim, há já uma certeza. Isto é, a dupla formada por João Neves e Vitinha, sobre a qual assentou o sucesso do Paris Saint-Germain nas duas últimas edições da Liga dos Campeões (tal como os planos do antecessor, Roberto Martínez), é para desfazer.

O treinador montou um meio-campo a dois, fazendo os constituintes depender das caraterítiscas do adversário. Vitinha fez três jogos e João Neves apenas um, tendo João Palhinha sido o 'antídoto' encontrado para travar o poderio físico da Noruega, e Rúben Neves o escolhido para dar outra qualidade com bola, contra País de Gales e Dinamarca.

Fim da 'era Bernardo Silva'?

Jorge Jesus manteve-se fiel às suas ideias em vários planos, inclusive, no sistema de alas assimétricas no ataque. Bruno Fernandes, mesmo fisicamente debilitado, foi o eleito para dar equilíbrio à esquerda, ao passo que a direita oscilou entre Francisco Conceição e Pedro Neto, que tiveram a responsabilidade de dar outra 'vertigem'.

Bernardo Silva, por outro lado, passou de titular indiscutível a solução para os minutos finais, e dificilmente a situação será revertida, tendo em conta as exigências do atual sistema tático. Aliás, o criativo do Real Madrid jogou ainda menos do que Francisco Trincão, algo que, até há bem pouco tempo, seria impensável.

Ataque fechado... sem Cristiano Ronaldo

Perder um jogador da qualidade de Cristiano Ronaldo (por vontade do próprio, diga-se) nunca é positivo, mas a verdade é que foi com o seu 'adeus' à equipa das quinas que Jorge Jesus encontrou a dupla que mais parece favorecer o futebol que idealiza, composta por João Félix (que somou três golos) e Gonçalo Ramos (que registou os outros três e uma assistência).

Rafael Leão desperdiçou mais uma oportunidade para silenciar os críticos e demonstrar que pode continuar a ser opção, ao mais alto nível, enquanto que Fábio Silva não chegou a ter oportunidade de colocar em práticas as qualidades que lhe foram reconhecidas, inclusive, pelo próprio selecionador nacional, aquando da divulgação da lista de convocados.

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