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Crescimento da economia deve abrandar para 0,3% em cadeia no 3.º trimestre

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                    Crescimento da economia deve abrandar para 0,3% em cadeia no 3.º trimestre
Crescimento da economia deve abrandar para 0,3% em cadeia no 3.º trimestre (Foto: Reprodução)

O crescimento da economia portuguesa terá abrandado para 0,3% em cadeia no terceiro trimestre e desacelerado para 2,5% em termos homólogos, segundo o barómetro da CIP - Confederação Empresarial de Portugal e do ISEG hoje divulgado.

 

"Estes valores correspondem a uma desaceleração relevante face ao salto do crescimento em cadeia no segundo trimestre, menos 0,6 pontos percentuais (p.p.), e a um ligeiro abrandamento no ritmo de crescimento homólogo, menos 0,1 p.p.", lê-se num comunicado divulgado hoje.

O barómetro da CIP/ISEG admite alguma moderação do crescimento do consumo privado, "dado o contexto de menor rendimento disponível associado à subida dos preços dos combustíveis e à subida dos custos de financiamento".

Por outro lado, "deverá registar-se uma recuperação dos indicadores de investimento, tendo em conta a reta final da execução do PRR. O Barómetro admite uma nova recuperação do contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB, com um abrandamento das importações mais acentuado do que o que será sentido nas exportações".

Citado no comunicado, o diretor-geral da CIP, Rafael Alves Rocha, manifesta-se preocupado com "o aprofundamento da queda da produção industrial em agosto", que diminuiu 3,8% em termos homólogos, e realça que foi "particularmente grave o decréscimo de 34,5% registado na produção de veículos automóveis e componentes".

O diretor-geral da CIP antecipou riscos para a atividade económica 2027, tendo identificado na proposta do Orçamento do Estado para 2027 uma previsão de investimento privado de difícil concretização.

"Não se vislumbra, na atual conjuntura externa e face à escassez de medidas de estímulo, como será possível que o investimento privado acelere, como o Governo prevê, para um crescimento de mais de 10% no próximo ano", referiu.

Para o quarto e último trimestre do ano, a CIP e o ISEG preveem que o crescimento económico em cadeia volte a subir, sustentado pelo consumo privado e à boleia de medidas como o suplemento extraordinário de pensões e a redução das taxas de retenção de IRS em novembro em 50%.

"Neste contexto, a previsão CIP/ISEG para o cômputo de 2026 é atualizada para um crescimento de 2,3%, num intervalo de previsão compreendido entre 2,2% e 2,4%", rematam.

A proposta de Orçamento do Estado para 2027, entregue este mês no parlamento, prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano.

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