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Cracóvia: Das vítimas mortais (e feridos) ao suspeito. O que se sabe?

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                    Cracóvia: Das vítimas mortais (e feridos) ao suspeito. O que se sabe?
Cracóvia: Das vítimas mortais (e feridos) ao suspeito. O que se sabe? (Foto: Reprodução)

Pelo menos seis pessoas morreram e 15 ficaram feridas depois de um jovem de 25 anos, suspeito de ter ligações à extrema-direita, ter começado a disparar no centro de Cracóvia, no sul da Polónia. Posteriormente, três corpos foram encontrados em casa do suspeito. Afinal, o que se sabe sobre o tiroteio?

 

O ataque começou pouco depois das 15h00 locais, na Praça do Mercado Principal da Cracóvia, um lugar popular entre turistas. 

De acordo com as autoridades, o suspeito, um jovem de nacionalidade polaca, terá entrado na praça com o carro e abriu fogo, tendo começado a atirar "em pessoas aleatórias do interior do veículo".

"Um homem dentro de um carro que entrou no mercado começou a atirar aleatoriamente contra pessoas. O autor do crime foi detido. Há pessoas feridas, incluindo policias", informou a polícia.

O suspeito foi também baleado por um dos polícias e encontra-se hospitalizado.

Seis mortos e 15 feridos (incluindo portuguesa)

Seis pessoas - quatro mulheres e dois homens - morreram após ser baleadas durante o ataque. Sabe-se que três das vítimas são polacas, um britânico e as outras duas ainda não foram identificadas. 

Dezenas de pessoas ficaram também feridas, incluindo uma mulher de nacionalidade portuguesa.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros informa que está confirmada uma cidadã nacional, entre os feridos do ataque ocorrido este sábado em Cracóvia. A portuguesa encontra-se hospitalizada", pode ler-se em comunicado enviado às redações.

A portuguesa ferida tem 74 anos e foi atingida por um tiro nas costas, segundo avança a CNN Portugal, que acrescenta que a mulher já foi submetida a uma intervenção cirúrgica no Hospital Universitário de Cracóvia e encontra-se, neste momento, internada nos cuidados intensivos.

Segundo o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, na antena da SIC Notícias, a mulher estaria na cidade para "visitar uma neta que estava de Erasmus". "A informação que temos é que a senhora já terá sido operada e que já estará livre de perigo. O nosso embaixador na Polónia já vai a caminho do local para obter mais informações", revelou ainda.

Suspeito "fascinado por ideologias de extrema-direita"

O suspeito do ataque a tiro é fascinado por ideologias de extrema-direita e defendia posições muito radicais, segundo informações divulgadas pelo Governo e pelas autoridades polacas.

 O ministro da Administração Interna da Polónia, Marcin Kierwiński, afirmou em conferência de imprensa que o suspeito, de 25 anos, "tem posições muito radicais e é fascinado por ideologias de extrema-direita".

Por sua vez, a porta-voz da polícia regional, Katarzyna Cisło, indicou que o suspeito vestia roupa de estilo militar e um colete à prova de bala e utilizou uma espingarda de tipo militar.

Encontrados três corpos em casa do suspeito

Depois do ataque, foram encontradas três pessoas mortas na casa do suspeito. De acordo com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, serão familiares próximos do autor do ataque.

O chefe do Governo deu conta de que as autoridades encontraram os corpos de duas mulheres e um homem no interior da casa do suspeito de 25 anos, em Ostrowiec Świętokrzyski, uma cidade situada a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Cracóvia, de acordo com a Associated Press.

Na sequência do ataque, Donald Tusk anunciou dois dias de luto nacional, domingo e segunda-feira, apelando à união do país perante o que classificou como momentos difíceis.

"Domingo e segunda-feira serão dias de luto nacional na Polónia. (...) Vamos certamente atravessar todos juntos estes momentos difíceis durante estes dois dias", afirmou o primeiro-ministro aos jornalistas.

"Solidariedade" e "ato de violência inexplicável"

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, classificou como "um ato de violência inexplicável" o ataque a tiro em Cracóvia, na Polónia.

Numa publicação na rede social X, o chefe do executivo escreveu que "o ataque que vitimou mortalmente várias pessoas em Cracóvia e que fez inúmeros feridos, incluindo uma cidadã portuguesa, é um ato de uma violência inexplicável".

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, manifestou a sua "solidariedade" para com o povo polaco.

"O MNE Paulo Rangel manifesta profunda tristeza pelas vítimas do trágico ataque em Cracóvia. Às famílias enlutadas, as mais sentidas condolências. Portugal expressa a sua solidariedade ao povo polaco e deseja uma rápida recuperação a todos os feridos", assinalou a tutela, na rede social X (Twitter).

Também o Presidente da República manifestou solidariedade para com o povo polaco. António José Seguro enviou uma mensagem ao Presidente Karol Nawrocki "lamentando profundamente as vítimas mortais do ataque perpetrado hoje em Cracóvia, do qual resultaram também vários feridos".

Seguro solidário com povo polaco após ataque que inclui ferida portuguesa

O Presidente da República manifestou hoje solidariedade ao povo polaco após um ataque a tiro em Cracóvia, no qual uma cidadã portuguesa está entre os feridos. A Presidência da República já se inteirou do estado de saúde da cidadã e enviou uma mensagem ao Presidente da Polónia.

Lusa | 21:19 - 07/11/2026