Costa condena ataques russos na Ucrânia e pede maior pressão a Moscovo
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O presidente do Conselho Europeu condenou hoje os ataques russos nas cidades de Dnipro, Chernihiv e Kremenchuk, na Ucrânia, e pediu a todos os parceiros da União Europeia para aumentarem a pressão sobre Moscovo.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, António Costa considera que na noite passada se assistiu a uma "mais uma série de ataques russos cruéis e devastadores contra a população civil na Ucrânia".
"Apresento as minhas condolências ao Presidente Zelensky e ao povo ucraniano na sequência do ataque russo com drones à estação ferroviária de Dnipro, bem como dos ataques contra bairros residenciais em Chernihiv e Kremenchuk", refere.
O presidente do Conselho Europeu garante que a União Europeia (UE) "continuará a intensificar a pressão sobre a Rússia" e a "apoiar a Ucrânia até que seja alcançada uma paz justa e duradoura".
"Apelamos a todos os nossos parceiros internacionais para que façam o mesmo", pede.
Por sua vez, igualmente numa publicação nas redes sociais, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, considera que o ataque russo à estação ferroviária de Dnipro torna "absolutamente claro que Moscovo não está interessada na paz".
Kallas acrescenta que, na cimeira entre a União Europeia e o Canadá - que se realiza entre hoje e sexta-feira em Montreal -, assim como no próximo encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20 - em Atlanta, nos Estados Unidos, na sexta-feira e sábado -, irá pedir aos parceiros do bloco para "reforçarem o apoio à Ucrânia" e "promoverem a responsabilização da Rússia".
"A Rússia tem de ser responsabilizada", insiste.
Pelo menos 14 pessoas morreram e cinco ficaram feridas hoje durante um ataque com um drone russo a uma plataforma na estação ferroviária de Dnipro, uma grande cidade no centro-leste da Ucrânia, informaram as autoridades.
O drone a jato embateu numa plataforma onde se encontrava um comboio, detalhou a companhia ferroviária nacional Ukrzaliznytsia, acrescentando que as vítimas também se encontravam na plataforma. Apesar do alerta de ataque aéreo, havia pessoas na plataforma, informou a empresa num comunicado.
Só em setembro, mais de 5.800 comboios tiveram de ser retirados devido a ameaças de ataques, declarou a Ukrzaliznytsia à agência de notícias AFP no início de outubro.
A Força Aérea ucraniana declarou hoje que, durante a noite passada, abateu 97 dos 112 drones lançados pelas tropas russas.
Ao mesmo tempo, os militares ucranianos confirmaram impactos em sete pontos do país.
Por outro lado, as autoridades russas anunciaram hoje que abateram na última noite mais de 1.200 drones ucranianos, o número mais elevado registado desde o início da guerra, numa noite.
O ministério da Defesa russo indicou em comunicado, publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 1.214 drones sobre várias regiões do país, incluindo a região de Moscovo.
A Rússia lançou uma invasão em grande escala na Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, depois de ter anexado a península da Crimeia em 2014.
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