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Comerciantes preocupados com impacto económico da acampada. "Insegurança"

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                    Comerciantes preocupados com impacto económico da acampada.
Comerciantes preocupados com impacto económico da acampada. "Insegurança" (Foto: Reprodução)

Os comerciantes da Baixa de Lisboa estão com receio que uma época de Natal conturbada possa levar ao encerramento de várias empresas e despedimento de pessoas, disse à Lusa um representante.

 

O vice-presidente da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), Jorge Nuno Sá, disse hoje à Lusa que "a não existência de uma época normal de Natal pode levar a uma crise económica nesta zona, ao desemprego de várias pessoas e ao encerramento de várias empresas".

A mesma fonte afirmou ainda que "a acampada está a trazer prejuízo objetivo ao comércio da cidade de Lisboa, nomeadamente da Baixa".

Questionado pela Lusa, Jorge Nuno Sá acredita que está instaurado um clima de insegurança naquela zona da cidade, impedindo a livre circulação de pessoas, que leva a população a evitar a baixa de Lisboa.

"Isto repercute-se em empregos, em condições de vida de uma série de pessoal, nós temos aqui o tecido comercial da Baixa da cidade, são pequenas, médias e microempresas, de índice familiar com um, dois, três funcionários, e esta gente pode ver inclusivamente os seus postos de trabalho ameaçados", asseverou.

"Portanto, estamos a acrescentar a um problema que é legítimo e que se pode discutir, que é a habitação, uma crise social e uma crise económica nesta zona da cidade", acrescentou.

A UACS vai reunir-se com o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, na segunda-feira, para discutir os temas relativos aos efeitos da acampada na baixa de Lisboa.

Os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto em 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades.

A atuação da PSP para dispersar as acampadas e retirar as tendas no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, levou a dezenas de detenções e provocou dezenas de feridos, motivando críticas de vários quadrantes.

Os manifestantes exigem, entre outras questões, a reversão da nova lei do arrendamento, um travão à aquisição de habitação por parte dos fundos imobiliários e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

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