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Combate à seca em Angola com a experiência portuguesa de Montemor-o-Novo

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                    Combate à seca em Angola com a experiência portuguesa de Montemor-o-Novo
Combate à seca em Angola com a experiência portuguesa de Montemor-o-Novo (Foto: Reprodução)

Com um clima árido e semiárido, a província do Namibe enfrenta escassez de recursos hídricos com impacto na vida das populações que dependem da agricultura e pastorícia, uma realidade em destaque, na quarta-feira, no seminário "Estratégias Locais de Resiliência e Combate à Seca e à Desertificação na Província do Namibe".

 

Financiado pela União Europeia, no âmbito do programa Diálogos UE-Angola, o seminário terá lugar no Namibe organizado pelo Governo Provincial e pela Câmara de Montemor-o-Novo e servirá para formalizar a relação de cooperação entre as autoridades locais de Portugal e de Angola.

A iniciativa encerra, segundo as partes, um ciclo de trabalho que incluiu a elaboração de um estudo sobre a seca e a desertificação e duas missões de intercâmbio, concretamente uma visita de Montemor-o-Novo ao Namibe, em março de 2026, e uma missão técnica do Governo Provincial do Namibe a Portugal, em maio de 2026.

O evento servirá para apresentar as iniciativas em curso de combate à seca na província angolana, com uma intervenção do Ministro do Ambiente sobre o papel dos municípios na implementação do Plano Nacional de Combate à Desertificação.

Um segundo painel abre o debate a experiências internacionais, com a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, a apresentar o processo de construção participativa do SMEA (Semear em Montemor Estratégia Alimentar), uma política pública municipal assente em redes colaborativas entre o município e os diferentes atores do território, com benefícios sociais, ambientais, económicos e culturais.

Do Brasil a professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Laeticia Jalil, partilha a experiência das "Cadernetas Agro ecológicas", uma metodologia que valoriza o papel das mulheres na construção da resiliência e na convivência com o semiárido, num contexto agro ecológico próximo do que se encontra no Namibe.

O professor da Universidade do Namibe Pedro Joaquim Tchivela apresenta o projeto de implantação de uma cortina florestal para travar a desertificação na zona de quebra de ventos da Centralidade da Praia Amélia.

O seminário insere-se na ação de diálogo "Estratégias Locais de Resiliência e Convivência com o Árido e o Semiárido", que tem como objetivo reforçar a capacidade institucional e comunitária de adaptação aos desafios climáticos e ambientais da Província do Namibe".

O trabalho que está a ser desenvolvido assenta na identificação de estratégias locais de resiliência, na produção de conhecimento técnico e na partilha de experiências internacionais, contribuindo para soluções sustentáveis e aplicáveis ao contexto angolano.

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