Chapo convida empresas russas a investir em Moçambique
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O Presidente moçambicano convidou hoje, em Moscovo, as empresas russas a investirem em setores estratégicos de Moçambique, defendendo uma cooperação orientada para a diversificação da economia e para a criação de emprego sustentável.
"Convidamos as empresas e os investidores russos a explorarem oportunidades em Moçambique, numa base de benefícios mútuos, como a Rússia sempre nos habituou", afirmou Daniel Chapo, na sessão plenária da Cimeira Rússia-África.
Segundo o chefe de Estado, o país pretende construir uma estrutura económica mais diversificada, capaz de gerar emprego, sobretudo para mulheres e jovens, que constituem a maioria da população moçambicana.
Para concretizar esse objetivo, Daniel Chapo apontou oportunidades de cooperação com a Federação da Rússia em áreas como agricultura mecanizada, indústria, infraestruturas, transportes e logística.
O Presidente destacou ainda os setores da energia, turismo, transformação digital e economia azul como áreas prioritárias para o investimento, defendendo igualmente o reforço da cooperação na educação, formação técnico-profissional, saúde e investigação científica.
"Pretendemos não apenas atrair investimentos, queremos fortalecer a capacidade nacional para que o investimento produza efeitos que permanecem muito depois da conclusão de cada projeto", declarou.
Perante líderes africanos e o Presidente russo, Vladimir Putin, o chefe de Estado moçambicano defendeu igualmente o reforço da cooperação internacional no combate ao terrorismo, ao crime organizado transnacional, ao branqueamento de capitais e às ameaças cibernéticas.
"Julgamos que a Rússia joga um papel importante neste combate, tal como nos habituou durante a luta de libertação nacional e durante estes mais de 50 anos da nossa independência", afirmou.
Para Daniel Chapo, o plano de ação saído da cimeira deverá assentar em prioridades claras, responsabilidades definidas e mecanismos eficazes de acompanhamento, por forma a garantir maior consistência na cooperação entre a Rússia e os países africanos.
Na intervenção, o Presidente moçambicano defendeu ainda uma maior atenção à justiça climática e ao financiamento climático, considerando que a transição para uma economia verde não deve comprometer o desenvolvimento dos países africanos.
"Na paz e segurança, achamos que é importante reiterar a necessidade de África ser membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para melhor discutirmos questões de segurança global e o respeito à Carta das Nações Unidas", acrescentou.
A Cimeira Rússia-África, que termina hoje, reúne em Moscovo líderes de 28 países africanos para discutir o aprofundamento da cooperação política, económica e de segurança entre as partes.
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