Cerca de 60 detidos em Moscovo em manifestação que contestou eleições
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De acordo com o canal de Telegram Ostorozhno Novosti, as detenções começaram depois de os manifestantes terem iniciado protestos contra os resultados do sufrágio de setembro, exigindo "eleições justas" e a "libertação para os presos políticos".
Segundo a mesma fonte, citada pela agência EFE, a manifestação contou com cerca de 200 participantes, incluindo membros do partido pacifista Yabloko, que foi excluído das eleições parlamentares do mês passado.
Quando os participantes começaram a gritar palavras de ordem contra o Rússia Unida, partido do Presidente Vladimir Putin, agentes das forças de segurança invadiram a multidão e começaram a deter os manifestantes, informou o jornal Ostorozhno Novosti.
No sábado, cerca de 100 pessoas participaram numa manifestação na cidade siberiana de Tyumen exigindo também a anulação dos resultados e uma recontagem dos votos.
De acordo com os meios de comunicação locais, o protesto foi organizado pelo Partido Comunista da Rússia sob o lema "Por Eleições Justas".
A manifestação surgiu na sequência de protestos feitos esta semana pelos comunistas russos, que questionaram a maioria constitucional alcançada pelo partido já presente no Kremlin (presidência), o Rússia Unida, nas eleições de setembro.
A contestação denunciou várias alegadas irregularidades na Duma - a câmara baixa do parlamento -, relacionadas com o voto eletrónico e com o facto de as eleições e a própria contagem dos votos terem decorrido ao longo de três dias.
De acordo com os dados finais divulgados pela comissão eleitoral no dia 25 de setembro, o Rússia Unida venceu a votação com uma maioria esmagadora, obtendo 349 dos 450 assentos da Duma, um recorde histórico do partido liderado por Vladimir Putin, desde 1999.
O segundo lugar, a grande distância do líder, foi conquistado pelo Partido Comunista, que terá obtido 37 lugares no parlamento.
Estas eleições - as primeiras legislativas na Rússia desde o início da invasão militar na Ucrânia, em 2022 - foram apontadas como fraudulentas por organizações de monitorização independentes, como a Novaya Gazeta Europa, que reportaram boletins colocados a mais nas urnas e pressões sobre eleitores.
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