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Cerca de 50 manifestantes passaram noite ao relento no Porto

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                    Cerca de 50 manifestantes passaram noite ao relento no Porto
Cerca de 50 manifestantes passaram noite ao relento no Porto (Foto: Reprodução)

Cerca de 50 manifestantes passaram a noite ao relento na Praça de D. João I, no Porto, em protesto contra os preços da habitação, depois de na segunda-feira a autarquia ter mandado retirar as tendas, por falta autorização.

 

Em declarações à Lusa, André Migueis disse que a adesão a este protesto, que se iniciou no sábado, "tem aumentado e as pessoas têm-se juntado cada vez mais" ao grupo, considerando, por esse motivo, que a mobilização demonstra que "o acesso à habitação é uma causa que ultrapassa o grupo de manifestantes".

Apesar do frio durante a noite, e da retirada das tendas, na segunda-feira, o manifestante garantiu que o protesto vai continuar.

"A noite foi complicada" por terem dormido ao relento, mas André Migueis destacou a solidariedade entre os participantes.

Segundo a mesma fonte, a assembleia realizada na segunda-feira, pelas 19:30, reuniu um número significativo de participantes, tendo a praça D. João I, junto ao Rivoli, ficado "quase cheia".

O porta-voz adiantou que a Câmara Municipal autorizou, entretanto, a reinstalação das tendas dentro de cerca de 48 horas e explicou que a retirada na segunda-feira foi justificada com questões legais relacionadas com a ocupação do espaço público sem aviso prévio e com a instalação de infraestruturas.

André Migueis criticou a preocupação com a degradação do espaço público, defendendo que "deveria ser dada maior atenção aos edifícios devolutos e às necessidades de habitação".

Entre as reivindicações dos manifestantes estão o acesso a habitação a preços comportáveis, a reversão das alterações legislativas relativas aos despejos, o reforço da construção de habitação social e o aproveitamento de imóveis devolutos para fins habitacionais.

O porta-voz defendeu também a tributação das empresas imobiliárias que obtenham lucros elevados, considerando que a habitação não deve ser tratada apenas como um negócio.

O protesto deverá prolongar-se por tempo indeterminado, mas as decisões serão tomadas em assembleia marcada para as 19:00 de quarta-feira, no local.

A concentração foi organizada pela plataforma "Não dá mais para viver assim", que promoveu protestos também em cidades como Aveiro, Braga e Lisboa.

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