Catar: Esforços dos EUA e de "vozes sensatas" no Irão evitaram escalada
...
O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman, afirmou que os esforços da administração norte-americana e de "vozes sensatas" em Teerão permitiram evitar uma escalada do conflito com o Irão e o regresso à guerra em grande escala.
"Sinceramente, nas últimas semanas temos acompanhado a situação e trabalhado em conjunto com os nossos colegas da administração norte-americana, que demonstram uma vontade muito genuína de encontrar uma forma de conter a situação e reduzir a tensão. Na verdade, graças a eles e também a algumas vozes sensatas em Teerão, conseguimos evitar que a situação ficasse fora de controlo", afirmou o também chefe da diplomacia do Catar, na sexta-feira à noite, durante um evento na Oxford Union, no Reino Unido.
De acordo com um vídeo divulgado hoje pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar, Majed al Ansari, o governante afirmou que os resultados das eleições intercalares nos Estados Unidos, nas quais os republicanos foram derrotados, "podem afetar as suas políticas no futuro, mas não as suas intenções".
"Como em qualquer outro país, há sempre pessoas que representam a voz da razão e outras que têm opiniões diferentes e assumem posições mais duras. Mas penso que, pelo menos por agora, e a avaliar pelos nossos contactos com a administração norte-americana, as intenções se mantêm, mesmo depois das eleições, tal como a vontade de dar passos para encontrar uma solução", salientou.
O primeiro-ministro considerou ainda que "nunca" haverá "um acordo de paz perfeito", pelo que não se deve ficar simplesmente "à espera de que chegue" esse momento e, por isso, "desistir de conseguir um bom acordo que permita reduzir a tensão e travar esta escalada".
"Os nossos esforços prosseguem. Talvez neste momento estejam ocupados com outros assuntos. A atividade não é tão intensa como há alguns dias, mas esperamos que estes esforços continuem. Na verdade, os nossos contactos não foram, nem serão, interrompidos", disse o responsável.
Estas declarações coincidiram com a confirmação, na sexta-feira, pelo presidente Donald Trump, de que as forças norte-americanas efetuaram novos ataques limitados contra o Irão, visando um sistema de defesa antiaérea que - segundo afirmou - foi destruído em poucos minutos.
Os meios de comunicação social estatais iranianos noticiaram que foram ouvidas duas explosões na zona de Suza, na ilha de Qeshm, situada no estratégico estreito de Ormuz, uma importante via marítima para o transporte mundial de petróleo.
Donald Trump classificou a operação militar como "menor", sem precisar quando ocorreu e quais os danos causados.
Leia Também: Irão adverte que não vai permitir que EUA reconstruam bases na região