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Candidatos israelitas aproveitam reta final para pedir votos

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                    Candidatos israelitas aproveitam reta final para pedir votos
Candidatos israelitas aproveitam reta final para pedir votos (Foto: Reprodução)

Os candidatos dos principais partidos que concorrem às eleições legislativas de hoje em Israel aproveitam as últimas horas da abertura das urnas para apelar ao voto nas redes sociais e nas ruas do país.

 

Em Israel, a lei não proíbe atos de campanha dia das eleições, com os candidatos a aproveitarem todo o dia para apelar ao voto dos israelitas, num sufrágio em que se tem registado uma participação recorde, que superava os 74% a uma hora do fecho das urnas (22:00 locais, 20:00 de Lisboa).

O primeiro-ministro e líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, tem recorrido sobretudo às redes sociais para fazer campanha. Hoje, não é exceção.

Na sua conta na plataforma X (antigo Twitter), o primeiro-ministro publicou mais de 20 mensagens desde a abertura das urnas, apostando sobretudo no medo, face ao cenário uma possível presença de partidos árabes num futuro governo.

As aparições públicas de Netanyahu têm sido escassas nesta campanha eleitoral, tendo apostado sobretudo na comunicação por via das redes sociais, focada na ameaça do Irão e de um possível ataque daquele país.

Já o seu principal rival e um dos favoritos a vencer o sufrágio, Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar!, optou por percorrer o país no dia das eleições a pedir pessoalmente aos israelitas o seu voto.

Eisenkot começou nas localidades israelitas mais próximas da fronteira com Gaza, tendo-se seguido outras povoações costeiras, nomeadamente a cidade onde mora, Herzliya, a norte de Telavive, onde visitou a sepultura do seu filho, morto na ofensiva israelita em Gaza, em dezembro de 2023.

Já Yair Golan, líder da coligação de centro-esquerda Democratas, publicou um vídeo do local onde um apoiante de Itamar Ben Gvir, de extrema-direita, espancou um voluntário da sua campanha, denunciando a violência.

Ben Gvir, ministro do Governo liderado por Netanyahu, publicou vídeos em frente a uma prisão, visitou uma cidade de população palestiniana, para alertar para o voto árabe, e andou de porta-a-porta em edifícios de Telavive, a apelar ao voto.

Já outro membro do Governo de Netanyahu, o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, também andou nas ruas a pedir o voto, alertando também para as taxas de participação muito elevadas nas localidades de maioria árabe e em zonas de "forte apoio à esquerda".

"As últimas horas de campanha são de uma importância crucial", avisou aquele político ultranacionalista.

Segundo a Comissão Eleitoral Central israelita, a taxa de afluência às urnas situava-se nos 73,3% perto das 21:00 locais (19:00 em Lisboa), constituindo um aumento substancial em relação ao registado no mesmo período nas eleições de 2022.

Nestas eleições, Netanyahu joga a sua permanência no poder após quatro anos marcados pelo ataque terrorista do Hamas, a 07 de outubro de 2023, frente a um bloco heterogéneo de forças que, liderado por Eisenkot, procura destroná-lo e pôr fim ao governo mais à direita que Israel teve desde a sua criação, em 1948.

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