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Candidato presidencial Édouard Philippe ouvido em caso de desvio de fundos

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                    Candidato presidencial Édouard Philippe ouvido em caso de desvio de fundos
Candidato presidencial Édouard Philippe ouvido em caso de desvio de fundos (Foto: Reprodução)

O ex-primeiro-ministro e candidato à presidência de França, Édouard Philippe, foi hoje enquadrado no estatuto de 'testemunha assistida', na sequência de uma investigação a desvio de fundos públicos, favorecimento e assédio moral, entre outros crimes, em Le Havre (oeste).

 

Philippe, que é presidente da Câmara de Le Havre e presidente da Comunidade Urbana, foi ouvido durante todo o dia em Paris por dois juízes de instrução especializados em crimes financeiros, noticiou a agência France-Presse (AFP), que cita fontes judiciais.

O candidato e líder do partido Horizons foi convocado para prestar depoimento na qualidade de 'testemunha assistida' ('témoin assisté', em francês), um estatuto jurídico menos gravoso do que o de um arguido ou de um arguido formal.

"Édouard Philippe vê com satisfação esta decisão favorável, que confirma que não há nada a ser-lhe imputado neste caso", declarou o seu advogado, Emmanuel Marsigny, em resposta à AFP.

Este estatuto de 'testemunha assistida' pode ser alterado ao longo da investigação, caso surjam novos elementos.

No entanto, neste momento, a possibilidade de um processo judicial torna-se mais remota para o candidato presidencial.

O caso teve início na sequência de uma denúncia feita por Cornélia Findeisen, ex-diretora-geral adjunta da Comunidade Urbana de Le Havre.

As suspeitas levantadas por Findeisen referem-se a um acordo para a gestão da "Cité Numérique" (Cidade Digital) de Le Havre, assinado em julho de 2020 por Édouard Philippe e Stéphanie de Bazelaire, esta última na qualidade de presidente voluntária da recém-criada associação "LH French Tech".

A LH French Tech, fundada em julho de 2020, foi selecionada para esta missão após um convite público lançado pela comunidade urbana em março de 2020, no contexto de um "serviço de interesse económico geral".

A associação, a única candidata, deveria receber 2,154 milhões de euros a título de compensação por serviço público para realizar projetos.

"Vemos com bons olhos o facto de a investigação seguir o seu curso", apesar do estatuto de 'testemunha assistida', realçou à AFP o advogado de Findeisen, Jérôme Karsenti.

"Tomaremos conhecimento, o mais rapidamente possível, do depoimento de Édouard Philippe, para perceber a motivação dos juízes perante factos que nos parecem graves", acrescentou.

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