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Bruxelas oferece apoio ao Panamá após sismo de magnitude 7,6

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                    Bruxelas oferece apoio ao Panamá após sismo de magnitude 7,6
Bruxelas oferece apoio ao Panamá após sismo de magnitude 7,6 (Foto: Reprodução)

A Comissão Europeia disse hoje estar disponível para ajudar o Panamá a superar os efeitos do sismo de magnitude 7,6 na sexta-feira, caso seja solicitada ajuda internacional, e manifestou solidariedade para com os afetados.

 

"Manifestamos a nossa solidariedade para com o povo do Panamá e estamos prontos para prestar apoio, caso seja solicitado", afirmou a comissária europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, numa nota citada pela agência espanhola de notícias, a Efe.

Fica assim em aberto a possibilidade de Bruxelas ativar mecanismos de assistência caso as autoridades do Panamá necessitem de ajuda internacional.

Na nota, a Comissão Europeia assegurou ainda que está a acompanhar de perto a situação no Panamá, depois de um terramoto de magnitude 7,6 ter abalado, na noite passada, a região centro-sul do país.

Lahbib transmitiu igualmente o apoio das instituições comunitárias ao país centro-americano e confirmou que Bruxelas está preparada para responder às necessidades que possam surgir em consequência do sismo.

O terramoto registado esta sexta-feira no Panamá causou danos em pelo menos 188 escolas em todo o país, bem como em habitações, hospitais, pontes, estradas e até mesmo em catedrais e várias igrejas.

Segundo informou o Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc), as províncias mais afetadas são as de Veraguas, Coclé, Los Santos e Herrera, de acordo com um relatório publicado pelo Centro Nacional de Operações de Emergência e citado pela agência espanhola de notícias, a Efe.

O sismo e as suas mais de 47 réplicas causaram danos em infraestruturas essenciais, como a estação de tratamento de água potável de Chilibre, segundo anunciou o Governo do Panamá num comunicado.

"Existem infraestruturas rodoviárias que ficaram comprometidas, edifícios governamentais, estabelecimentos comerciais privados. A estação de tratamento de água de Chilibre opera atualmente a 20% da sua capacidade e, de momento, não se registam pessoas desaparecidas", anunciou o Governo no comunicado divulgado nas redes sociais.

Na cidade do Panamá, registam-se danos ligeiros em quatro edifícios residenciais, lojas e habitações em Las Perlas, havendo hospitais e centros de saúde que foram evacuados.

O presidente da República, José Raúl Mulino, solicitou à ministra do Governo, Dinoska Montalvo, e aos organismos de segurança que o mantenham continuamente informado sobre as consequências dos sismos.

"Ninguém nunca está preparado para este tipo de eventos, por isso, até amanhã [domingo], iremos mobilizar mais recursos. O desastre que estamos a enfrentar é grave, não é de âmbito nacional, sendo mais intenso em alguns locais do que noutros, mas o mais importante aqui é manter a calma", declarou o presidente aos meios de comunicação presentes no local.

Poucas horas após um forte sismo de magnitude 7,7, um segundo de magnitude 6,6 foi também registado no Panamá, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O primeiro abalo foi registado pelo USGS com epicentro na região centro-sul do país, a 10 km de profundidade, e obrigou a evacuações em massa, causando danos materiais em todo o país.

O sismo ocorreu às 12h56, hora local (17h56 GMT) de sexta-feira.

Sismo no Panamá: 188 escolas e infraestruturas danificadas, sem mortos

O sismo de magnitude 7,7 registado na sexta-feira no Panamá causou danos em 188 escolas e várias infraestruturas, incluindo hospitais, pontes e catedrais, sem registo de mortos.

Lusa | 15:24 - 10/10/2026