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Bolsas europeias em alta com queda do petróleo

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                    Bolsas europeias em alta com queda do petróleo
Bolsas europeias em alta com queda do petróleo (Foto: Reprodução)

As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, apoiadas na queda do preço do petróleo, no início de uma semana que será marcada por resultados empresariais e pelas reuniões de vários bancos centrais.

 

Às 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,29% para 637,60 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,47%, 0,83% e 0,66%, bem como a de Milão, que se valorizava 0,85%.

Madrid era a exceção, já que baixava 0,59%, afetada pela queda dos valores ligados ao Brasil, depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente do país, depois de vencer na segunda volta Flávio Bolsonaro, que tinha ganho na primeira volta.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a cair 0,67% para 9.182,84 pontos.

O euro estava estabilizado face ao dólar, acima de 1,12 dólares, e a valorizar-se 0,02% para 1,1204 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.

As bolsas europeias estavam em alta, enquanto o preço do petróleo desce, apesar das tensões entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, e a escalada bélica no Médio Oriente.

O preço do contrato genérico de barril de Brent, de referência na Europa, baixava 1,41% para 115,06 dólares e o do barril de West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, cedia 1,80% para 101,41 dólares.

Na última sexta-feira, o preço do petróleo disparou mais de 3% e fechou a 116,72 dólares, embora durante o dia tenha chegado a tocar um máximo de 117,45 dólares.

O preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, avançava 3,57% para 97,200 euros por megawatt-hora (MWh).

Os futuros dos índices norte-americanos registam um ganho ligeiro para o Dow Jones e um recuo de 0,20% para o tecnológico Nasdaq.

Wall Street fechou na sexta-feira a vermelho depois de uma semana volátil marcada pela incerteza em torno do conflito entre os EUA e o Irão, e as novas dúvidas entre os investidores sobre a sustentabilidade e segurança da inteligência artificial (IA).

Neste contexto, na terça-feira começa a reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA (Fed) que, segundo o mercado espera, manterá as taxas de juro inalteradas.

O Banco do Canadá também anunciará a sua decisão sobre as taxas de juro na quarta-feira, enquanto o Banco do Japão inicia a sua reunião de dois dias de política monetária, cujas decisões serão conhecidas na quinta-feira.

Na mesma quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) também se reunirá.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, subiam, para 3,377%, contra 3,344%, enquanto os de França desciam, para 4,988%, contra 5,017%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, também descia, para cerca de 160 pontos base, depois de ter atingido máximos dos últimos 15 anos na semana passada, e mantinha-se acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Apesar da delicada situação económica em França, a agência de classificação Moody's manteve na sexta-feira a nota da economia francesa em Aa3 com perspetiva negativa.

No mercado dos metais preciosos, o ouro subia 0,54% para 4.017,50 dólares a onça, e a prata valorizava-se 0,44% para 54,1274 dólares a onça.

Na Ásia, o Kospi da Coreia do Sul perdeu 1,46% e o Nikkei de Tóquio, 0,80%. A bolsa de Xangai subiu 0,19%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong ganhava 0,51% pouco antes do final da sessão.

A bitcoin descia para 80.100 dólares.

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