Bolívia: Vítimas de pedofilia pedem ao papa "resposta justa e definitiva"
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A Comunidade Boliviana de Sobreviventes (CBS) pediu hoje ao papa Leão XIV uma resposta "justa e definitiva" às acusações de abuso infantil que recaem, sobretudo, sobre jesuítas que realizaram missões no país.
O papa Leão XIV iniciou uma viagem de 12 dias ao Uruguai, Argentina e Peru, na América do Sul.
"Os abusos na Bolívia não receberam uma resposta institucional adequada, apesar das denúncias apresentadas na Conferência Episcopal Boliviana, à Nunciatura Apostólica e ao cardeal Toribio Ticona, denunciou hoje a CBS, numa carta aberta ao papa.
A comunidade lamentou a impunidade que reina entre os jesuítas, devido ao que classificou como uma "estrutura institucional que facilitava a protegia os seus crimes".
Assim, pediu ao sumo pontífice que "inclua tempo" durante a sua viagem à América do Sul para ouvir as vítimas de abusos clericais na Bolívia.
No documento, a comunidade fez referência ao Orfanato Tacata, no Centro de Cochabamba, onde se registaram "quase 150 vítimas" de abusos sexuais, alegadamente cometidos por, pelo menos, cinco jesuítas.
A CBS identificou também na escola Juan XXIII, em Cochabamba, "400 vítimas de cinco jesuítas que eram diretores, educadores, enfermeiros e guias espirituais".
Por outro lado, relatou as denúncias sobre o lar para crianças órfãs e sem-abrigo Colonia Piraí, no leste de Santa Cruz, onde foram identificadas "outras 150 vítimas".
São ainda listados na missiva mais 35 vítimas, num caso que envolve a Organização Não-Governamental (ONG) de Defesa Internacional das Crianças e o seu respetivo líder – um padre.
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