Bill Gates diz que IA provocará "período atribulado" nos próximos 20 anos
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O cofundador da Microsoft, Bill Gates, acredita que a Inteligência Artificial poderá criar “verdadeira abundância” na sociedade mas, apesar do otimismo, o antigo CEO da gigante tecnológica acredita também que levará um pouco até chegar a esse momento.
Acontece que Gates também acredita que, até a sociedade conseguir tirar proveito da tecnologia, terá de lidar com um “período atribulado” durante os próximos 20 anos.
“A minha grande preocupação é este período de transição de 20 anos, onde haverá vencedores e vencidos e muita disrupção”, notou Gates durante a sua recente participação no podcast “Decoder”.
Como conta o site Business Insider, Gates acredita que a Inteligência Artificial conseguirá substituir humanos em determinados empregos e fazer esses trabalhos de formas “radicalmente mais baratas, rapidamente e até de forma mais eficaz”. Ainda assim, o empresário filantropo considera que devia haver uma conversa mais séria sobre suspender o desenvolvimento de Inteligência Artificial.
“Se não escolhermos abrandar drasticamente ou parar [o desenvolvimento de Inteligência Artificial], teremos robôs capazes de construir casas, cultivar alimentos e realizar cirurgias. E nenhuma das coisas que o trabalho humano proporcionada à economia serão necessárias para a maioria dos bens e serviços”, explicou Gates.
Bill Gates avisa que IA pode levar a "milhares de milhões de mortes"
Durante uma entrevista com a NBC, Bill Gates apontou que não é suficiente que as empresas tecnológicas - como a OpenAI ou a Anthropic - tratem elas mesmas de regular o desenvolvimento dos seus próprios modelos de Inteligência Artificial. Mais ainda, avisou que o desenvolvimento desregulado poderá levar a “milhares de milhões de mortes”.
Durante a conversa, Bill Gates apontou que não é suficiente que as empresas tecnológicas - como a OpenAI ou a Anthropic - tratem elas mesmas de regular o desenvolvimento dos seus próprios modelos de Inteligência Artificial.
“Ninguém acha que a autorregulação é suficiente", afirmou Gates, que pediu assim um maior envolvimento dos governos e das entidades reguladoras.
“É preciso que as forças da autoridade e os políticos estejam envolvidos na discussão sobre proteções e monitorização”, apontou Gates, indicando ainda que estes pontos têm de ser “obrigatórios”.
O cofundador da Microsoft notou ainda que “nunca houve uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas mal intencionadas a usarem as últimas ferramentas de Inteligência Artificial”, alertando que - caso caiam em mãos erradas - estas mesmas ferramentas são “certamente poderosas o suficiente para levar a situações onde causem milhares de milhões de mortes”.
Mais ainda, Gates explicou que não é suficiente criar um mecanismo para “desligar” a Inteligência Artificial caso esteja tecnologia se torne demasiado poderosa. Na opinião do multimilionário e filantropo, este conceito no debate atual só demonstra que os envolvidos estão a ser pouco técnicos.
[Notícia atualizada às 12h30]
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