Ataque israelita a "agentes militares" em Gaza faz um morto
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As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram hoje um ataque a "agentes militares" em Gaza, que fez um morto e dois feridos graves, segundo os serviços de emergência do enclave palestiniano, controlados pelo movimento islamita Hamas.
As vítimas do ataque, com um míssil disparado por um drone israelita na zona de Al-Shati, a oeste da cidade de Gaza, foram levadas para o complexo médico de Al-Shifa, segundo os Serviços de Ambulâncias e Emergências do enclave.
Questionado pela EFE, o Exército israelita afirmou ter atacado "três agentes militares" na região, sem fornecer mais detalhes sobre as suas identidades ou a que organização supostamente pertenciam.
O Exército israelita e o Shin Bet (serviços de informações internos) afirmaram hoje ter abatido seis combatentes do Hamas, da Jihad Islâmica e do Exército do Islão em três bombardeamentos distintos na Faixa de Gaza.
Em dois ataques realizados na segunda-feira na zona de Khan Younis, as forças israelitas mataram Mahmud Jihad Mohamed Qafa, que descrevem como chefe de uma célula de atiradores furtivos do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, e Asaad Suleiman Salman Qashta, membro do grupo Exército do Islão que, segundo Israel, facilitava o contrabando para a Faixa de Gaza, segundo um comunicado conjunto.
Noutro bombardeamento, realizado no domingo, também em Khan Younis, morreram outros quatro combatentes, segundo o comunicado: Mohamed Zakaria al-Yamal, chefe de uma célula das Brigadas al-Qassam, Mohamed Amín al-Namas, membro do mesmo braço armado, Shaher Mohamed Zaarab, comandante de uma companhia da unidade de elite Nukhba do Hamas, e Mohamed Alí Abu Shaar, atirador furtivo da Jihad Islâmica.
Segundo o Exército e o Shin Bet, os seis "promoviam planos terroristas contra soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) e civis israelitas" e trabalhavam para restabelecer as capacidades das respetivas organizações, "violando sistematicamente o cessar-fogo".
Fontes hospitalares da região atribuíram hoje ao Exército israelita a morte de quatro palestinianos.
Apesar do cessar-fogo em vigor há mais de um ano, Israel realiza diariamente ataques em Gaza que resultam em mortes.
Em alguns casos, utiliza drones contra alvos específicos, alegados membros do movimento islamita palestiniano Hamas, mas as ações acabam frequentemente por matar civis, incluindo mulheres e crianças.
Noutras situações, os ataques atingem palestinianos que se encontram perto da chamada "linha amarela", onde estão posicionadas as tropas israelitas.
Desde o início do cessar-fogo, a 10 de outubro de 2025, 1.600 palestinianos foram mortos em ataques e disparos israelitas no enclave, e pelo menos 1,8 milhões de pessoas continuam deslocadas, a maioria em tendas perto do mar Mediterrâneo, onde enfrentarão o seu quarto inverno.
Desde 07 de outubro de 2023 - dia em que lançou uma guerra na Faixa de Gaza em retaliação ao ataque perpetrado horas antes em território israelita por combatentes do Hamas e outras milícias, que fez cerca de 1.200 mortos e 251 reféns -, Israel matou mais de 74.600 habitantes daquele território, segundo o Ministério da Saúde local, que não distingue entre vítimas civis e combatentes.