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"As verbas que as associações de bombeiros recebem são transparentes"

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"As verbas que as associações de bombeiros recebem são transparentes" (Foto: Reprodução)

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) garantiu hoje a transparência das verbas que as associações recebem anualmente pelo combate aos incêndios rurais, salientando que uma até teve de devolver 20 cêntimos, após ter sido auditada.

 

"As verbas que as associações humanitárias de bombeiros voluntários recebem são completamente transparentes", afirmou António Nunes, que foi ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais.

Segundo referiu, os montantes destinados às associações de bombeiros estão fixados no documento anual sobre o dispositivo especial de combate aos incêndios rurais em cada um dos anos.

Além disso, as associações são auditadas, por amostragem, pela Inspeção de Proteção Civil, adiantou António Nunes aos deputados.

"Até notei que, muito recentemente, houve um relatório que fez com que uma associação devolvesse 20 cêntimos porque tinha recebido 20 cêntimos a mais", referiu o presidente da Liga, ao realçar que todas as situações que foram identificadas nesse âmbito foram corrigidas.

Depois de salientar que, nos últimos cinco anos, 1.203 bombeiros ficaram feridos e, desde 1980, 257 morreram no combate aos incêndios, António Nunes realçou que os corpos são obrigados a "combater incêndio na defesa da vida e dos bens das nossas comunidades".

"Não há nenhum bombeiro que queira ter um incêndio. Não há nenhuma associação que queira ter um incêndio. Não há nenhum comandante que queira ter um incêndio", assegurou o presidente da LBP.

Questionado sobre o modelo de financiamento, que prevê 37 milhões de euros para este ano, António Nunes referiu que as associações de bombeiros voluntários recebem de acordo com uma lei aprovada no parlamento.

"Se a lei da Assembleia da República estiver errada, os senhores deputados têm de fazer o favor de a corrigir. Está lá tudo escrito", salientou.

A Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais, imposta pelo Chega, pretende investigar as causas, a gestão e os eventuais negócios associados aos grandes fogos florestais entre 2017 e 2025.

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