As imagens da assinatura do contrato de venda parcial da TAP à Lufthansa
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A assinatura do contrato da venda parcial da TAP Portugal à Lufthansa ocorreu esta terça-feira, dia 3 de novembro, em Lisboa, tendo estado presente o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o presidente executivo da Lufthansa, Carsten Spohr.
O Governo, recorde-se, selecionou, em 14 de outubro, a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.
Veja as imagens acima.
No seu discurso, o primeiro-ministro salientou que "esta parceria vem no encalço de uma relação de profunda confiança entre as estruturas que unem os dois países - Portugal e a Alemanha - e entre as administrações das companhias que agora geram esta parceria".
E acrescentou: "Foi entendimento do Governo lançar este processo de privatização com objetivos muito claros que, desde a primeira hora, poderiam conduzir ou não à consumação da privatização."
Por sua vez, o presidente executivo do grupo Lufthansa afirmou que a assinatura do contrato de venda parcial da TAP é um "momento muito especial" e disse que a decisão do Governo foi um "excelente sinal".
"É um momento muito especial para nós. A decisão do Governo português ao selecionar a Lufthansa foi um excelente sinal […] para a TAP, para Portugal e para a Lufthansa", disse.
Saliente-se que a decisão da venda parcial à companhia aérea alemã foi tomada em Conselho de Ministros, após a análise das propostas vinculativas finais melhoradas apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa, os dois grupos que chegaram à fase decisiva da privatização da companhia aérea portuguesa.
Na escolha pesou, sobretudo, a proposta financeira da Lufthansa, superior em 163 milhões de euros à da Air France-KLM, tendo sido também avaliados os investimentos associados, nomeadamente na frota, e o modelo de governação proposto.
A proposta da Lufthansa inclui um preço de referência de 1.025 milhões de euros por 44,9% da TAP, acrescido de 58 milhões de euros em ajustamentos temporais relacionados com a taxa de emissão de bilhetes ('ticketing fee'), a SPdH (antiga Groundforce, empresa de assistência em terra) e a Cateringpor (serviços de refeições a bordo), além de 118 milhões relativos aos 5% reservados aos trabalhadores, elevando o encaixe potencial para 1.201 milhões de euros.