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Arcebispo de Braga diz que paz começa na atitude individual

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                    Arcebispo de Braga diz que paz começa na atitude individual
Arcebispo de Braga diz que paz começa na atitude individual (Foto: Reprodução)

O arcebispo de Braga, José Cordeiro, afirmou hoje, no Santuário de Fátima, que a paz começa na atitude individual, num tempo marcado pela guerra com impactos económicos.

 

"Nós podemos rezar pela paz e pela conversão dos corações daqueles que propagam a guerra e os interesses a ela associados. Todavia, precisamos de pacificar o nosso coração, rejeitando as lógicas de poder e de procura do bem próprio, rejeitando os conflitos e discussões que tantas vezes se instalam entre nós pelos motivos mais fúteis", disse José Cordeiro, na missa de encerramento da peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de outubro.

Perante milhares de fiéis, naquela que é a última grande peregrinação do ano ao maior templo mariano do país, o prelado insistiu que a paz começa dentro de cada um.

"A paz pela qual rezamos começa dentro de nós, começa quando deixamos de alimentar conflitos, quando aprendemos a perdoar, a escutar e a procurar o bem comum, começa quando o nosso coração se deixa pacificar por Jesus Cristo", prosseguiu.

O arcebispo de Braga salientou que é com o coração pacificado que se pode ajudar a promover a paz nas famílias, comunidades paroquiais e locais de trabalho.

"É assim, através de gestos concretos e aparentemente pequenos, que a paz pode começar a ganhar espaço", referiu José Cardeiro, acrescentando que a paz que se pede "ao mundo começa por aquela pequena, mas decisiva, conversão pessoal que Deus espera de cada um".

Na homilia, o arcebispo de Braga e também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa lembrou os tempos atuais, "marcado pelas guerras e os impactos, nomeadamente económicos, que essas guerras têm".

"O custo de vida aumentou de forma generalizada, algo que se veio juntar às grandes dificuldades de alojamento e habitação que já se sentiam no nosso país", reconheceu.

Considerando que, "perante estas realidades, a pergunta sobre quem é Cristo" ganha uma "particular atualidade", o prelado questionou sobre o que "significa seguir Cristo num mundo ferido pela guerra, pela insegurança e pela divisão", para responder que "significa não permitir que o medo ou o desânimo tenham a última palavra".

Na homilia, José Cordeiro lembrou os acontecimentos da Cova da Iria, há 109 anos, onde a "Virgem Santa Maria mostrou a três crianças a importância de uma fé que se constrói a partir de um encontro concreto com Jesus Cristo", e a beata Alexandrina Maria, de Balasar, concelho de Póvoa do Varzim (Porto), que morreu há 71 anos, em 13 de outubro de 1955, e cuja memória litúrgica se assinala hoje.

No dia em que o Papa vai ser internado no hospital Gemelli, em Roma, para ser submetido a uma cirurgia de remoção de um nódulo pulmonar, o presidente da peregrinação pediu proteção para Leão XIV.

"Aqui em Fátima rezamos sempre pelo Papa. As comunidades cristãs em Portugal e no mundo inteiro são convidadas a rezar mais intensa e profundamente, hoje e nos próximos dias", pelo Papa, adiantou, desejando que Leão XIV "possa sentir o belo respirar" da oração no santuário.

A missa, com 100 mil peregrinos, está a ser concelebrada por dois cardeais, 15 bispos, 305 padres e 10 diáconos, segundo informação do Santuário de Fátima.

130 mil peregrinos na Cova da Iria. Fiéis rezaram pela saúde de Leão XIV

Foram cerca de 130 mil os peregrinos reunidos na Cova da Iria na primeira noite da última grande Peregrinação de 2026 a Fátima. Rezou-se pela saúde do Papa Leão XIV, que será operado a um nódulo no pulmão.

Notícias ao Minuto com Lusa | 10:14 - 13/10/2026