Apple reduz orçamento de IA para controlar custos
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A disseminação da Inteligência Artificial sob forma de ferramentas de produtividade para empresas está a levar múltiplas organizações a alterarem os seus processos, procurando assim serem mais eficientes. No entanto, estas ferramentas de Inteligência Artificial também apresentam custos elevados, o que obriga as empresas a fazerem escolhas difíceis.
A Apple é apenas uma das empresas que se debate entre ser mais eficiente e cortar custos, com o CEO John Ternus a ter reduzido o orçamento diário dedicado à utilização de Inteligência Artificial.
Conta a Bloomberg que os engenheiros da Apple viram o orçamento diário de utilização de Inteligência Artificial ser reduzido de 300 para 200 dólares (de 268 para 178 euros) e, alegadamente, poderá haver mais reduções no futuro próximo. Ao que parece, os engenheiros de algumas equipas podem ver-se limitados a 100 dólares (89 euros) por dia.
Mencionar que estes orçamentos dizem respeito aos “tokens” usados por modelos de Inteligência Artificial, com tarefas de programação a serem especial exigentes no que diz respeito ao consumo de tokens.
O objetivo de Ternus é claro e visa controlar os custos de operação da Apple. Na mais recente apresentação de resultados financeiros relativos ao ano fiscal de 2026 a empresa reportou um aumento de 32% no custo do departamento de investigação e desenvolvimento. Da mesma forma, as despesas operacionais tiveram um aumento de 22%.
A partir dos relatos de funcionários da Apple, a Bloomberg afirma que parte dos trabalhadores concordam com a medida tomada por Ternus, mas outros desconfiam que estas medidas apontam para futuros despedimentos.
CEO da Apple pode vir a despedir mais trabalhadores
É preciso lembrar que, em setembro, começaram a circular rumores que o CEO da Apple, que assumiu as funções no começo desse mês, pretende fazer uma revisão completa à forma como a Apple opera e tem planos para despedir trabalhadores em posições intermédias. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de novos produtos e fazer chegar ao mercado não só modelos de dispositivos já existentes, como também novas categorias.
De acordo com a publicação, Ternus pretende “criar uma organização mais ágil e com maior foco na engenharia”, com os despedimentos a terem como meta “reduzir as camadas entre os engenheiros e os executivos séniores”.
As informações disponíveis indicam que este processamento de despedimentos já está em andamento. A publicação nota que, ao longo das últimas duas semanas, vários trabalhadores de posições intermédias já foram despedidos na divisão de engenharia. “Esses trabalhadores tiveram algumas semanas para encontrarem outras posições dentro da Apple. Aqueles que não conseguirem assegurar novos cargos serão despedidos este ano”, pode ler-se na Bloomberg.
A decisão de Ternus não parece ter sido tomada só quando chegou ao cargo de liderança, com a publicação a indicar que, enquanto vice-presidente sénior da divisão de Engenharia de Hardware, já defendeu que a empresa devia controlar o número de pessoas que contrata.
“Enquanto liderava a divisão de Engenharia de Hardware, [Ternus] contou aos trabalhadores durante uma reunião que a Apple devia contratar menos pessoas, pedir mais dos seus engenheiros atuais e reduzir o excesso organizacional”, conta a Bloomberg. “Durante a apresentação, mostrou um ‘slide’ que mostrava o crescimento anual de trabalhadores e argumentou que a empresa devia conseguir fazer mais com menos funcionários”.
Numa fonte da Bloomberg contou mesmo que o ambiente na Apple está agora mais caótico, notando que os responsáveis por equipas dedicadas ao desenvolvimento de produtos estão a ser pressionados para criarem mais produtos em períodos mais curtos.
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