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Apoio do Egito à Arábia Saudita é declaração de guerra para houthis

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                    Apoio do Egito à Arábia Saudita é declaração de guerra para houthis
Apoio do Egito à Arábia Saudita é declaração de guerra para houthis (Foto: Reprodução)

Os rebeldes houthis do Iémen qualificaram hoje como uma declaração de guerra a autorização dada ao presidente egípcio de dar apoio militar à Arábia Saudita, que combate o movimento pró-iraniano ao lado do governo iemenita.

 

O parlamento egípcio autorizou na segunda-feira Abdel Fattah al-Sisi a "tomar as medidas necessárias para apoiar o reino saudita", segundo um comunicado oficial, em que não foi especificada a natureza exata dessa assistência.

O Egito e o seu parlamento "declaram assim a guerra à República do Iémen, prestando simultaneamente um imenso serviço a Israel", afirmou Mohammed Ali al-Houthi, membro do gabinete político dos houthis, citado pela agência francesa AFP.

Al-Houthi denunciou que o apoio egípcio foi anunciado no momento em que os ministros da Defesa saudita, paquistanês e turco se encontravam em Teerão para se apresentarem como uma força "pacífica, preocupada com a paz na região".

A Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia celebraram em agosto um acordo de defesa conhecido como pacto de Meca, por ter sido assinado na cidade mais sagrada para os muçulmanos.

"Um ataque armado contra um dos Estados fundadores deve ser considerado como um ataque contra os três", estabelece o pacto, segundo a respetiva página na internet, à semelhança do artigo 5.º da NATO.

"Não temos medo de nenhuma aliança", acrescentou Al-Houthi nas redes sociais.

O conflito entre o governo do Iémen reconhecido internacionalmente e os houthis recomeçou em julho, após anos de acalmia, abrindo uma nova frente na guerra no Médio Oriente.

As hostilidades ganharam intensidade em setembro, com a tomada do litoral iemenita no mar Vermelho pelos combatentes pró-iranianos e ataques de uma dimensão inédita contra o reino, em particular as infraestruturas petrolíferas e os aeroportos.

A ofensiva dos houthis permitiu-lhes controlar a zona do estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho, que liga a Europa e a Ásia através do canal do Suez.

Bab el-Mandeb assumiu uma maior importância estratégica para os países produtores de petróleo, em particular a Arábia Saudita, depois de o Irão ter bloqueado o estreito de Ormuz, no extremo oriental da península Arábica.

O bloqueio de Ormuz, por onde transitava um quinto dos produtos petrolíferos do mundo, foi uma das respostas do Irão à guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram contra a República Islâmica no final de fevereiro.

A Arábia Saudita é o maior apoiante do governo legítimo do Iémen e participa ativamente na guerra contra os rebeldes xiitas houthis, em curso desde 2014.

O Egito não se juntou ao pacto de defesa de Meca, mas a Rábia Saudita, que até agora pediu em vão a ajuda dos Estados Unidos, é também um apoio essencial do Cairo.

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