Angola quer recuperar 13 mil milhões de euros para investimento público
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O Presidente da República de Angola disse hoje que o Executivo continua empenhado em recuperar e repatriar o equivalente a quase 13 mil milhões de euros identificados no combate ao crime económico e corrupção.
"Continuamos empenhados em garantir que estes recursos sejam repatriados incondicionalmente para Angola a fim de serem aplicados em projetos de investimento público em benefício da população", afirmou João Lourenço.
O combate à corrupção, à criminalidade económico-financeira e ao branqueamento de capitais foi um dos temas abordados pelo chefe de Estado angolano num discurso de mais de quatro anos sobre o Estado da Nação, na abertura do novo ano parlamentar, na Assembleia Nacional.
João Lourenço indicou que "entre 2022 e 2026, no âmbito da investigação patrimonial e financeira, foram apreendidos e arrestados, em Angola e no estrangeiro, bens móveis, imóveis e valores monetários no montante global de aproximadamente 13 mil milhões de dólares norte-americanos (cerca de 11,6 mil milhões de euros).
Além destes valores, o Estado angolano procura também recuperar 900 milhões de euros e 500 milhões de dólares (cerca de 446 milhões de euros) apurados no quadro da recuperação de ativos financeiros e patrimoniais a favor do Estado angolano por sentença dos competentes tribunais angolanos.
"Continuamos a trabalhar para que os cerca de 900 milhões de euros retidos num Banco na Suíça e os 500 milhões de dólares norte-americanos retidos noutro Banco em Singapura sejam efetivamente entregues ao Estado angolano, seu único e legítimo proprietário, que os utilizará na construção de infraestruturas sociais", indicou.
Nos últimos quatro anos, Angola soma 466 processos-crime no combate à corrupção e crimes económico-financeiros.
Só no último ano, foram registados 142 processos-crime, dos quais 12 já acusados e remetidos aos tribunais competentes, segundo dados avançados pelo Presidente da República.