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Anamola aprova estatutos e denuncia alegadas intimidações políticas

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                    Anamola aprova estatutos e denuncia alegadas intimidações políticas
Anamola aprova estatutos e denuncia alegadas intimidações políticas (Foto: Reprodução)

O partido moçambicano Anamola anunciou hoje a aprovação dos seus estatutos e de várias resoluções na primeira Convenção Nacional Extraordinária, denunciando alegados atos de intimidação política registados durante as atividades da formação nas províncias de Gaza e Inhambane.

 

Em conferência de imprensa, o porta-voz da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), partido fundado pelo político Venâncio Mondlane, disse que a convenção permitiu consolidar a estrutura interna da organização, com a aprovação integral dos estatutos e de resoluções sobre a participação da formação política em organizações internacionais.

Segundo Alberto Manhique, a convenção - que reuniu no sábado mais de 400 delegados em formato híbrido, com base central na cidade de Maputo e participação de estruturas do partido a nível nacional, provincial, distrital e da diáspora -, serviu igualmente para lançar publicações produzidas pela formação política sobre violência política e direitos humanos.

Entre as obras apresentadas, o porta-voz citou o livro "Uma Democracia Sangrenta", publicado em português, inglês e francês.

Na conferência de imprensa, Manhique acusou alegados membros da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) de terem perturbado os trabalhos da convenção realizados em Xai-Xai, na província de Gaza, sul do país, onde "um grupo de indivíduos alegadamente ligados ao partido Frelimo terá entrado no espaço perturbando os trabalhos da convenção".

O porta-voz disse que a atividade decorria "numa sala privada, previamente reservada e paga pela coordenação provincial do partido na província de Gaza".

"Estes acontecimentos levantam questões sobre as circunstâncias da chegada destes grupos e eventual utilização de recursos municipais para transportar participantes", afirmou.

O partido denunciou igualmente a presença de um pneu contendo combustível e materiais inflamáveis junto ao local do evento.

"O Partido Anamola considera necessário que as autoridades competentes apurem a veracidade e as circunstâncias em que o pneu foi levado ao local", disse.

Manhique, denunciou ainda que uma atividade partidária inicialmente prevista para o distrito de Inhassoro, na província de Inhambane, acabou por ser transferida "por razões de segurança", após uma comunicação atribuída à administração distrital.

Em causa está uma comunicação do partido, que solicitou ao Governo do distrito de Inhassoro proteção policial no local que acolheria os seus membros para acompanhar a convenção extraordinária do partido nas plataformas digitais.

O líder do partido e ex-candidato eleitoral, Venâncio Mondlane, explicou, no dia da convenção, que o executivo local, além de rejeitar o pedido, declarou que não autoriza a realização da reunião dos membros do partido naquela província.

O Anamola manifestou ainda preocupação com o incêndio de uma residência pertencente a um dos seus quadros locais em Zavala, também na província de Inhambane. Segundo o porta-voz, o partido defende que sejam esclarecidas as circunstâncias do caso e de outros incidentes registados durante o fim de semana.

Venâncio Mondlane foi eleito presidente da Anamola em agosto deste ano, na província de Nampula, para um mandato de cinco anos, partido que fundou em 2025.

O Tribunal Supremo agendou para 17 de novembro o início do julgamento de Venâncio Mondlane, no âmbito dos protestos que se seguiram às eleições gerais de 09 de outubro de 2024, nas quais o político foi candidato à Presidência da República e não reconheceu os resultados oficiais.

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