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Agricultores suspenderam protesto em Madrid devido a acidente ferroviário

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                    Agricultores suspenderam protesto em Madrid devido a acidente ferroviário
Agricultores suspenderam protesto em Madrid devido a acidente ferroviário (Foto: Reprodução)

As organizações agrícolas espanholas Asaja, COAG e Unión de Uniones suspenderam o protesto de tratores que tinham convocado para hoje em Madrid devido ao acidente ferroviário em Urda (Toledo), que fez pelo menos 30 mortos.

 

Os organizadores disseram à agência espanhola EFE que nenhum dos seus membros seguia nos comboios afetados, embora vários viajassem noutras composições em direção à capital, cuja circulação foi interrompida.

As mesmas fontes confirmaram que a marcha foi substituída por uma concentração com cinco minutos de silêncio em sinal de respeito e solidariedade pelas vítimas, com a chegada dos tratores que avançavam em direção ao centro de Madrid.

Por agora, as ações de protesto ficam adiadas.

Cerca de 500 tratores distribuídos por cinco colunas tinham partido de diferentes pontos em direção a Madrid para participar numa manifestação sob o lema "Por um campo com futuro".

Os agricultores pretendiam exigir mais apoio perante o aumento dos custos de produção.

Várias centenas de pessoas já se encontravam concentradas na praça de Colón à espera de iniciar a marcha em direção ao Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação.

"É um dia triste para Espanha e também para o setor agrícola", disse o presidente da Asaja, Pedro Barato à EFE.

"O mundo rural sempre demonstrou solidariedade e hoje não é exceção. (…) Perante qualquer problema que os cidadãos espanhóis enfrentem, o mundo rural está sempre presente", acrescentou.

Barato expressou ainda solidariedade aos afetados e acrescentou que os agricultores das três organizações que viajavam da Andaluzia e de Ciudad Real já foram transferidos, sem que tenha havido "qualquer notícia negativa".

"Vamos fazer a concentração em paz e com tranquilidade. A manifestação transforma-se numa concentração e os tratores regressarão aos destinos quando derem as voltas necessárias, colaborando com a polícia", disse.

Barato referiu também que as autoridades solicitaram que fossem desimpedidas as vias, sobretudo em Atocha, porque "o problema era de uma dimensão tremenda".

O secretário-geral nacional da COAG (coordenadora de organizações de agricultores e criadores de gado), Andrés Góngora, disse que a mobilização em Madrid deixou de "fazer sentido e passou para segundo plano", face ao acidente.

Agora, é momento de "estar com as vítimas", afirmou.

Góngora referiu que alguns membros da COAG de Córdova e Granada viajavam de comboio a partir dessas zonas, mas não havia notícias de que "algum tenha sido afetado".

"O mundo rural continua, naturalmente, a enfrentar problemas, vamos dar continuidade às mobilizações aqui e possivelmente em Bruxelas", disse o dirigente da COAG.

"Hoje, trata-se de um adiamento, queremos deixá-lo bem claro, porque o que se impõe agora é estar com os familiares e com os afetados", acrescentou.

O coordenador nacional da Unión de Uniones, Luis Cortés, expressou solidariedade para com os sinistrados do acidente e agradeceu a presença de todos os manifestantes que já se encontravam no centro de Madrid.

Cortés advertiu que o acidente levou a organização a "adiar a manifestação, não a cancelá-la", pelo que retomarão as ações "em breve", porque os problemas persistem.

"O preço do gasóleo amanhã estará exatamente igual e o preço da azeitona amanhã estará exatamente igual", afirmou.

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