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Adenocarcinoma. O tipo de cancro do pulmão diagnosticado ao Papa Leão XIV

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                    Adenocarcinoma. O tipo de cancro do pulmão diagnosticado ao Papa Leão XIV
Adenocarcinoma. O tipo de cancro do pulmão diagnosticado ao Papa Leão XIV (Foto: Reprodução)

O Vaticano revelou que Papa Leão XIV tem cancro do pulmão, mais precisamente adenocarcinoma. É um dos tipos de cancro do pulmão. A cirurgia torácica levou ainda a que fosse retirado o lobo inferior do pulmão direito. Saiba mais sobre este tipo de cancro e os próximos passos após a cirurgia.

 

“Há vários tipos de cancro do pulmão, dividindo-se em dois grupos principais baseados no aspecto das células ao microscópio, que se comportam de forma diferente no que respeita à forma como se desenvolvem e metastizam: o cancro do pulmão de não pequenas células  e o cancro do pulmão de pequenas células”, lê-se no website da rede de saúde CUF.

Cancro do pulmão. O que é adenocarcinoma?

O adenocarcinoma, que foi detetado Papa Leão XIV, faz parte do cancro do pulmão de não pequenas células. “É o cancro mais frequente, correspondendo normalmente a 85% dos casos de cancro do pulmão. Este tipo de cancro do pulmão geralmente cresce e metastiza de forma mais lenta, comparativamente ao cancro de pequenas células”, explicam.

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Dentro deste cancro do pulmão de não pequenas células ainda há subtipos, como o adenocarcinoma, carcinomas pavimentosos e carcinomas de grandes células. Em relação ao adenocarcinoma é referido que “é o tumor epitelial maligno mais frequente de cancro do pulmão, representando 30-50% dos casos”. Contam ainda que “é mais comum em mulheres e em não-fumadores, estando, por isso, menos associado a um historial tabágico”.

O tratamento do cancro do pulmão e o pós-cirurgia

A cirurgia a que o Papa se submeteu este terça-feira é um dos primeiros passo no tratamento do cancro do pulmão. “Dependendo da análise prévia dos fatores anteriormente descritos, a extração do tumor pode implicar a remoção de uma pequena parte do pulmão (ressecção segmentar ou em cunha), a remoção de um lobo inteiro (lobectomia) ou mesmo a extração total de um pulmão (pneumectomia)”, lê-se no website do grupo de saúde Lusíadas.

O Papa acabou por ter de retirar o lobo inferior do pulmão direito, algo que é comum neste tipo de cirurgia. De acordo com o website do Apollo Hospitals, esta cirurgia pode implicar uma recuperação específica que se torna importante num pós-operatório.

Numa primeira semana após o hospital poderá sentir desconforto, fadiga e a mobilidade reduzida. “É essencial seguir as instruções do seu médico em relação ao controle da dor e aos níveis de atividade. Caminhadas leves são recomendadas para promover a circulação e prevenir a formação de coágulos sanguíneos”, revela o Apollo Hospitals. Atividades leves podem ser retomadas duas a quatro semanas depois. Afirmam que uma recuperação completa poderá demorar entre dois a três meses.

“Para doentes com cancro do pulmão, a lobectomia pode ser um procedimento curativo, removendo o tecido cancerígeno e potencialmente prevenindo a disseminação da doença. Estudos mostram que a lobectomia pode levar a taxas de sobrevivência melhores em comparação com outros tratamentos”, continuam.

O website da CUF revela também que este é o procedimento mais usado no tratamento do cancro do pulmão nesta fase em que o Papa estava.

“A lobectomia é a remoção completa de um dos lobos do pulmão (existem três lobos no pulmão direito e dois no esquerdo). É a cirurgia mais comum no tratamento de cancro do pulmão de não pequenas células e é a melhor opção num cancro isolado e em doentes de bom estado geral de saúde.”

Nódulo no pulmão. Riscos, sinais de alerta e o caso do Papa Leão XIV

Este domingo, durante a oração do Angelus na Praça de S. Pedro, o Papa Leão XIV revelou que ia ser operado a um nódulo no pulmão. Afirmou tratar-se de algo “circunscrito” e que seria necessária esta intervenção médica. Saiba do que se trata, os riscos e os sinais de alerta.

Adriano Guerreiro | 08:11 - 12/10/2026